Vivendo e Aprendendo

por Ana Boucinhas

Quando ficamos antenados, uma simples postagem nas redes sociais abre a porta do conhecimento para coisas surpreendentes para nós, os pobres mortais analógicos.
Faz pouquíssimas horas que descobri que desde 1920 existe um instrumento musical controlado sem qualquer contato físico. Agora já sei que foi o primeiro, mas nem quero saber quais os que vieram em seguida, pois o tal do TEREMIM realmente me deixou boquiaberta.
Já os gênios, independem de postagens, pois a eles são apresentados ao vivo, em cores e em tempo as novidades. Einstein, Charles Chaplin e Lenin já se aventuraram na experiência com este violoncelo eletrônico.
O antenado vocalista Sting é outro que já incorporou à sua extraordinária performance musical os sons extraídos deste instrumento. Aliás, estes são tão peculiares que diversos cineastas já introduziram em seus filmes. E… eu nunca tinha ouvido falar até então.
A curiosidade me levou a fazer este texto, pois acho que novidades sempre nos enriquecem.
Saber de onde surgiu o tal do teremim é fácil. Foi inventado por um jovem físico russo, chamado Lev Sergeevich Termen, conhecido no mundo ocidental, onde me excluo, por Leon Theremim.
Mas para entender como funciona, tem que ser um expert em ondas sonoras. Para tocar, é preciso mover as mãos perto de duas antenas de metal que compõem o corpo do instrumento inusitado. A antena direita é responsável por mudar a frequência e a esquerda altera o volume.
Por tratar-se de algo tão surpreendente, vou desenhar, digo, colar a explicação dada por uma autodidata.


Mais curioso ainda é saber que já existem três escolas formadoras de ventríloquos manuais da música.
-A primeira foi fundada em 1980 na Rússia e atualmente tem dois centros -um em Moscou e outro em Sr Petesburg. Quem administra a de Moscou é o bisneto do inventor, o jovem Piotr Theremin. Para ele, divulgar a autenticidade musical do teremim é a sua mola propulsora.
-O japonês Masami Takeuchi ficou tão encantado que foi aprender a técnica em Moscou e em 2003 fundou o Instituto de Teramim Takeuchi para formar profissionais teremistas no Japão.
-Nos Estados Unidos existe a escola de teremim mais jovem do mundo. O líder da sociedade de teremim de Nova York, Dorit Chrysley, resolveu popularizar o instrumento musical e passou a dar aulas para adultos e crianças.

 

 

Mas bom de marketing mesmo é o japonês. Sacou que para divulgar o instrumento por lá, teria que acrescentar um pouco de cultura “pop”. Tascou o teremim dentro de uma matrióchka, a famosa boneca russa e, em um ano, formou seu primeiro conjunto musical. Em 2012, os músicos do grupo Matryomim entraram no livro dos recordes, o Guiness, como o maior conjunto de teremi do mundo, claro que sob a regência do Takeuchi.
Espero que se surpreendam tanto quanto eu !!!!!

 

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