Trattoria

Novo restaurante da grife Fasano

Casa no Itaim apresenta um cardápio bem diferente do das outras casas, inclusive nos preços

Foto: Divulgação

Escondido pelo gigantesco edifício comercial Pátio Victor Malzoni, do qual é um anexo com entrada independente, o novo restaurante da grife Fasano fica em um ponto discreto e privilegiado do Itaim. Ocupa uma espécie de gazebo de frente para uma pequena via recém-aberta e ainda sem nome, no enclave formado pelas ruas Horácio Lafer, Iguatemi e Joaquim Floriano.

Tem um cardápio muito diferente do que se encontra nos endereços do grupo de gastronomia. Intitulada apenasTrattoria, a casa apresenta clássicos da Itália central e meridional. Muitas receitas são típicas de Roma, como o espaguete à carbonara com bacon especial de bochecha de porco importada e o bucatini ao cacio e pepe, a massa apenas com queijo pecorino e um toque picante de pimenta-do-reino. O menu inclui até uma surpreendente versão do polpettone ao forno com um discreto recheio de mussarela e com o molho de tomate no estilo napolitano. De tão macio, deve ser saboreado com a ajuda de uma colher.

“Não queria fazer mais uma filial dos restaurantes que temos, e sim algo inusitado”, explica o restaurateur Rogério Fasano, de 51 anos. “Aqui, minha preocupação está em apresentar receitas originais como se fazem na Itália.” Das outras casas, repetem-se apenas sugestões como o carpaccio e a salada caprese, mas não há risotos ou polentas, duas das marcas registradas do Fasano.

Para desenvolver os pratos em fase de testes até a semana passada, o empresário convidou Luca Gozzani, titular do Fasano. O chef trabalhou em parceria com José Branco, ex-Gero, que será responsável pelo dia a dia da Trattoria. Neste primeiro momento, a dupla estará junta em uma cozinha envidraçada — a primeira do gênero nos endereços da rede — no comando de uma equipe de trinta pessoas, responsável por pilotar equipamentos como uma ilha com fogão e geladeira da marca americana Viking, a Ferrari do ramo. “Embora tenha nascido na Toscana, tive de mergulhar nas cozinhas regionais do Lazio, da Puglia e da Campania”, diz Gozzani. No atendimento, a brigada com 31 homens está sob a responsabilidade do maître-gerente Antonio Aurimar Castro Carlos, o potiguar Mazinho.

Erguida como uma caixa de concreto pelos proprietários do edifício comercial, a Trattoria leva a assinatura do arquiteto Isay Weinfeld, antigo parceiro de Fasano, que, neste negócio, tem um sócio minoritário. Até que o local ficasse tinindo para a abertura, foram necessários catorze meses entre projeto e obra.

O charmoso salão, com agradável entrada de luz natural através de janelões, está revestido de madeira, do piso ao teto. Suas mesas, cobertas por toalhas de linho bege e adornadas por luminárias desenhadas pelo próprio Weinfeld, são capazes de acomodar com conforto 120 pessoas. A casa conta ainda com um salão privê para dezesseis pessoas e um jardim para refeições ao ar livre, que deve se tornar o lugar favorito dos fumantes. Em todos os ambientes, escuta-se uma trilha sonora composta por mais de 5 000 canções italianas.

Ainda que não seja uma trattoria no sentido clássico, a decoração homenageia de maneira divertida e elegante as cantinas paulistanas. Nos nichos das janelas, encontram-se flâmulas de times italianos como Torino, Napolie Unione Sportiva Città di Fasano. A temática futebolística repete-se nas camisas de jogadores espalhadas pela sala de reunião, devidamente enquadradas em molduras fechadas por vidro.

 

Por Arnaldo Lorençato/Fotos Mario Rodrigues

 

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