Tempo

 

TEMPO: O MESTRE INSEPARÁVEL

Foto: Divulgação

Para quem já viveu bastante, mas não o bastante, sabe que o tempo é um grande e inseparável mestre.

Um dos maiores ensinamentos dele é o que mostra que são raras as pessoas que te percebem como você é. Quando acontece de alguém te perceber como você é, a sensação é a de adentrar em um oásis. Um alívio, um natural respirar pelo diafragma.

Com essas pessoas, você sente que não precisa se defender de nada. Sente que tudo o que disser de uma forma ou de outra, será usado ao seu favor. Sente principalmente que não é tão ruim assim quanto se achava e que é mais interessante do que o resto das pessoas te fizeram crer que era.

A auto-estima sobe rumo ao nível verdadeiro. Você descobre que a afinidade tem um efeito curativo milagroso. Descobre também que, dar muito crédito às pessoas com quem você tem baixo grau de afinidade, tem o efeito contrário.

Toda essa percepção, aliada à sabedoria, vai fazer com que você se torne mais seletivo, mas não sectário, mais seguro, mas não arrogante, com uma capacidade de interação mais saudável e nunca excessiva.

A nossa saúde depende em muito da nossa fluência relacional. A saúde relacional depende da percepção de si próprio e dos outros. A boa auto-estima depende basicamente dessa percepção.

O convívio com a afinidade é decisivo para darmos o primeiro passo: desenvolvermos a auto-percepção. Só assim percebemos melhor os outros. Mas como perceber com quem temos afinidade antes de nos percebermos?

É quando palavras não são tão necessárias para você entender e se fazer entender. Pelo prazer genuíno de estar perto de um  certo alguém e, mais ainda, quando o silêncio não é perturbador e sim tranquilizante.

É pela paz que você sente simplesmente ao se lembrar da pessoa. Esses são fortes indícios de que ali tem afinidade, tem nutrientes relacionais “à mão”, tem auto-percepção à vista. “Fábrica” de boa auto-estima!

Com a auto-estima saudável, convivemos bem com, praticamente, todos os níveis de afinidade. A percepção desenvolvida indica a dosagem saudável de entrega e de convívio de forma natural e não racional.

Nem sempre é do dia para a noite que desenvolvemos essa destreza. Há que se treinar persistentemente, sempre com foco no afeto!

A recompensa é o maravilhoso, feliz e definitivo encontro consigo próprio.

 

 

 

Comentário 1

  • Sandra17/03/2013 em 21:55

    lindo este site

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