Solidariedade humana

 

Diante de tudo o que se assiste na TV, a guerra urbana com a qual se convive, as barbaridades dos assassinatos por motivos torpes, o descaso pela vida, chega-se a perder a fé na raça humana. Assim, quando se toma conhecimento de uma atitude de extremo altruísmo, há que  divulgá-la.

Foto: Divulgação

O juiz Luiz Márcio Victor Alves Pereira, da 3ª Vara de Família de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, determinou o registro de um bebê, nascido em 06 de agosto de 2012, fruto de reprodução assistida e gerada no útero da tia materna. De acordo com os autos, uma mulher foi submetida a uma histerectomia (retirada do útero) após a interrupção de uma gravidez, ficando então impossibilitada de gerar outro filho em seu próprio ventre.

Na busca por alternativas, o casal, com a concordância da irmã e do esposo desta, optaram pelo procedimento de “fertilização in vitro”. Segundo o magistrado,  não havia litígio entre as partes, e foi ajuizada uma Ação de Jurisdição Voluntária somente para propiciar o registro de nascimento do bebê. “Eles concordaram desde o início, estando todos cientes de que a criança, após o nascimento, seria entregue a seus pais biológicos. A irmã, “por altruísmo e solidariedade”, com consentimento do marido, tornou realidade o sonho do casal”, explicou o juiz Luiz Márcio Alves na decisão.

Maior prova de amor fraternal – é difícil carregar uma criança durante nove meses no ventre, com todos os transtornos físicos que uma gravidez implica e ao final entregá-la de bom grado, para a mãe biológica, é algo que restaura a confiança no futuro da humanidade. Bendita seja essa mulher que tanto preza a felicidade alheia. A criança não poderia ter nascido em berço mais bem aventurado. Que exemplo de união familiar!

 

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