Sem estresse!

 

Quem pensa que o estresse surgiu no século passado com o acúmulo de exigências externas, está muito enganado. O termo realmente surgiu só em 1976 e de lá para cá virou e mexeu, o estresse passou a ser o responsável por um monte de desconfortos físicos e emocionais.

Um pouco antes já pairava algo no ar neste sentido, pois o fisiologista Cannon bolou uma teoria chamada “luta ou fuga”. Concluiu que em situações de emergência o organismo se prepara para o que der e vier, lutando ou fugindo, conforme o caso.

Esta teoria já indicava que mesmo sem as pressões surgidas pós-revolução industrial, o tal do estresse já existia. Ou alguém acredita que nossos ancestrais diante de um animal a ser caçado ficavam numa boa? Encaravam a presa ou fugiam, mas sempre com uma descarga de adrenalina.

Foto: Divulgação

Nosso organismo reveste-se de características desde sempre, mas que são avaliadas somente quando se tornam merecedoras de estudos. O que está acontecendo agora no século XXI, com tanta gente “estressada” levou cientistas a pesquisarem o organismo para ver se tinha algum componente físico no meio.

E acho que com surpresa descobriram que além dos conhecidos hormônios, outros indicavam a que vieram. A natureza é tão perfeita, que desde que o homem é homem já trazia na sua formação uma ferramenta para reequilibrar o emocional quando submetido a pequenos aborrecimentos.

O funcionamento deste hormônio, chamado cortisol é complicado para leigos como nós. Mas em linhas gerais ele cumpre a função de aliviar as tensões, desde que estas estejam na linha de conforto que é o nível 10 pg/dl, o que quer que signifique a sigla.

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O caçador encarava uma fera e seu desconforto era grande, mas voltando à caverna era só alegria. O hormônio que atravessava todo um complicado circuito interno cumpria a sua função e em dois tempos o corpo parava de produzir a defesa.

No século XXI, ninguém mata literalmente um leão, mas as pressões externas são tão fortes, que corresponderiam à matança diária de 10 leões. Haja adrenalina!!!

O tal cortisol tenta acompanhar o tamanho do fator externo, mas chega a um limite que “enlouquece” e acaba indo se instalar nas zonas mais fracas do indivíduo. Diante da descoberta, o famoso estresse sai da exclusiva área do psíquico, e com certeza cientistas já estão em busca de forçar o equilíbrio do tal cortisol.

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A vulnerabilidade psicológica varia de acordo com a estrutura psíquica de cada um. Mas tem momentos em que as circunstâncias externas são tão adversas que ninguém segura. Assim, se sintomas tipo cansaço, depressão, mau humor, tristeza se tornarem persistentes é sinal de que o índice de cortisol superou a expectativa e problemas físicos e emocionais complicados pela frente.

Forçar o surgimento da endorfina pode provocar uma bela luta entre os hormônios. Esta “novidade” também estava programada desde sempre. O cérebro produz uma substância durante e depois de uma atividade física, ajudando a gerar bem-estar. Exercício constante, qualquer que seja não serve apenas para deixar um corpo bonito, mas saudável física e emocionalmente.

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Assim como ninguém morre de aids, mas pelas complicações imunológicas que provoca, ninguém morre de estresse. Mas atrás de doenças graves que levam ao óbito, a responsabilidade do estresse é significativa.

Por outro lado, o sedentário Mathieu Ricard, considerado tecnicamente o homem mais feliz do mundo, dá seu recado: “O que se passa externamente não se pode controlar. Mas uma vez instalada no nosso interior, só depende de nós mantermos ou não as emoções negativas. Através do relaxamento conseguimos eliminá-las, abrindo-nos para o bem estar maior”.

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O estresse pode ser definido como a soma de respostas físicas e mentais causadas por determinados estímulos externos (estressores) e que permitem ao indivíduo superar determinadas exigências do meio ambiente e o desgaste físico e mental causado por esse processo.

 

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