Reposição…

 

A Terapia de reposição hormonal e suas várias faces 

Foto: Divulgação

É fato que o aumento na longevidade nos faz repensar sobre nossa Saúde. Especificamente no caso das mulheres, é preciso que atentemos para o fato de que se parte expressiva de nós têm morrido aos 80 ou 90 anos, temos grandes chances de passarmos quase metade de nossas histórias sem uma satisfatória produção endógena de hormônios. E, pela lenta lei de adaptação do universo, poderá levar milhares de anos até que a Natureza aumente a reserva ovariana proporcionalmente à nossa nova expectativa de vida.

E, se podemos nos permitir usufruir dos inúmeros recursos dessa Medicina Preventiva riquíssima em recursos tecnológicos, com seus antioxidantes, “stents”, anticorpos etc., estendendo assim nossos anos, porque não, criteriosamente, também assessorar nossos ovários?

Os benefícios? Inúmeros. Mas note a palavra “criteriosamente”. A terapia de reposição hormonal deve ser individual, muito bem planejada e seguida de perto um especialista. Desta forma, bem indicada, minimiza seus riscos, se existirem.

A reposição hormonal melhora nossas funções cognitivas, memória, sono, vigília, disposição. É excelente como cola para o metabolismo do cálcio ósseo, evitando a osteoporose quando feita continuamente por pelo menos cinco anos consecutivos. A reposição de hormônios mantém o trofismo vaginal; as paredes vaginais permanecem umidificadas, normotróficas e capazes de manter a adequada pressão no esfíncter uretral, o que evita as incontinências urinárias e infecções urinárias e vaginais de causas atróficas. A sexualidade melhora, o turgor da pele, cabelos e unhas mantêm-se.

Vale lembrar: há contra-indicações e casos especiais. Estes devem ser avaliados e seguidos de perto pelo seu médico. Também há várias vias de administração e vários protocolos. Se você não se adaptar a um esquema de reposição, tente outro.

Absolutamente, sou a favor da bem seguida reposição hormonal. Permitam-me lembrar um caso pessoal: tenho um tipo de surdez que aos meus trinta e sete anos, piora com hormônios. Ok, para minha contracepção obedeço à regra imposta pelo meu Otorrino, de fugir das pílulas. Recebi uma prótese de um ossículo ligado a audição (afinal, todo mundo tem alguma prótese…) e voltei a escutar como ninguém. Mas, para minha menopausa, já pedi minha licença ao Doutor. Prefiro ficar surda…

 

Texto: Dra. Renata de Camargo Menezes

 

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