Para Roma com amor

 

Com  alta tecnologia, James Cameron dando um salto no futuro, faz a garotada da Coréia do Norte literalmente  estremecer nas poltronas, co-participando com os sentidos, das cenas em quarta dimensão de “Avatar”. 

No Brasil, Woody Allen no filme, “Para Roma com amor”, faz um mergulho no passado e resgatando as doces comédias românticas dos anos 60, provoca na geração baby-bommers suspiros nostálgicos. 

Foto: Divulgação

 

É óbvio que o adulto que insiste em nos acompanhar, percebe que Allen busca elementos da sociedade e do cinema italiano, na tentativa de manter o mar de neurose que é sua característica clássica. 

Nas histórias que não se relacionam entre si, desfilam arquétipos com  implicações sociológicas até curiosas, cercadas de diálogos engraçados e situações que beiram ao ridículo e flertam com o absurdo. Mas nada que venha a merecer qualquer indicação para eventuais premiações. 

 

Foto: Divulgação

 

Em compensação, na apresentação do filme, a música Volare, com a câmara percorrendo a cidade eterna, os anos vividos se escondem, dando espaço ao jovem  que insiste em ser acolhido. 

Plagiando o surreal personagem do Alec Baldwin que acompanha um dos personagens do filme, Suzanne Pleshette passa a flutuar em nossas mentes, desfilando pela bela Roma em Candelabro Italiano. 

 

Foto: Divulgação

 

As implicações sociológicas vão para as “cucuias” e a coincidência dos finais felizes das historietas, quase nos dá a certeza de que Al Di La será a música tema para encerrar os minutos de puro entretenimento que Woody Allen nos dá. 

Pudéssemos agregar ao nosso jovem interior, a realidade do jovem contemporâneo, entraríamos em êxtase ao recebermos respingos das águas da Fontana de Trevi, e termos nosso olfato contemplado com os aromas do rosemarino romano. 

 

Foto: Divulgação

 

Nós, os maduros até conseguiríamos conviver e ter prazeres que tocam a alma, com a tecnologia 4D, se aplicada ao ultimo filme de Woody Allen, mas uma dúvida paira – Nas últimas décadas foram tantas as transformações que não acredito que a elétrica juventude que hoje co-participa de filmes cheios de ação, conseguiria sentir a suavidade do romantismo que tantos ingênuos suspiros mereciam na nossa geração.

 

Foto: Divulgação

 

 

 

Comentário 1

  • Ana Boucinhas03/09/2012 em 11:21

    Bons tempos onde a leveza e o romantismo imperavam nas telas !!!

  • Adicionar comentário