O homem mais feliz do mundo

 

Matthieu Ricard

Dispostos a avaliarem tecnicamente a felicidade, estudiosos da Universidade de Wisconsin bolaram um medidor da felicidade.

Com 256 censores colados na cabeça, a atividade cerebral do pesquisado frente a diversas emoções negativas é medida. A escala varia de + 0,3 como o mínimo e – 0,3 como o máximo do estado da felicidade.

Passada a fase inicial, onde centenas de pessoas foram submetidas ao teste, sacaram que o exercício regular da meditação atuava positivamente sobre o resultado. Selecionaram então 12 voluntários  que possuíssem experiência de mais de 12 mil horas na prática da meditação.

Foto: Divulgação

Eis que o Frances Matthieu Ricard, em estado contemplativo, conseguiu um equilíbrio entre emoções jamais visto, superando o pico previsto na escala. Alcançou simplesmente – 0,45 e passou a ser considerado o homem mais feliz do mundo.

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Mas quem é, e o que distingue  este privilegiado ser?

Matthieu Ricard, filho do filósofo Jean Francois Revel, cresceu entre a nata da intelectualidade de Paris. PHD em biologia molecular trabalhou ao lado de um Nobel de Medicina.

Mas aos 26 anos, percebeu que os cérebros iluminados que o rodeava inclusive o de Strawinsky, não tinham o mesmo brilho nas respectivas qualidades humanas.

Trocou então a ciência pela espiritualidade e se mandou para o Himalaia. Acompanhado de sua inteligência e perspicácia, estudou com alguns gurus e em pouco tempo tornou-se o braço direito de Dalai Lama no quesito tradutor.

Hoje, com 66 anos, além de tradutor, fotógrafo e escritor, tornou-se convidado de honra em todos os congressos que dão trato a felicidade.

De sua autoria – O Monge e o filósofo – Em defesa da Felicidade – O Budismo Hoje – A arte da Meditação, dentre outros.

Para ele, a fórmula  da felicidade  é muito simples. Em primeiríssimo lugar, a pessoa deve querer ser feliz, mesmo que não tenha sido programada geneticamente para tal.

 

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Com esta firme proposta, basta treinar a mente para eliminar as emoções negativas, deixar de sentir-se o centro do mundo e estar pronto para voltar as suas preocupações para o outro.

–  Emoções tipo: agressividade, egoísmo e arrogância entram em nossa mente independente da nossa vontade e impedem de sermos felizes. “O que se passa externamente, não se pode controlar. Mas uma vez instalada no nosso interior, só depende de nós mantermos ou não as emoções negativas. Através do relaxamento e meditação, conseguimos eliminá-las, abrindo-nos para o bem estar maior.”

– Amar-se é importante, mas desde que não seja de maneira narcisista. Passar o dia focado em si mesmo é extremamente tedioso e o egocentrismo simplesmente destrói a felicidade, afirma Mathieu.

– Por fim, a ideia de que vou tomar conta de mim e depois do outro… não funciona, diz ele. É uma atitude que todos têm a perder.

Parte importante do treinamento da mente está em nos preocuparmos com os outros, nos dar efetivamente aos outros. Dar e receber torna-se  uma bola de neve.

Se ligarmos a felicidade exclusivamente ao dinheiro, nunca conseguiremos. Quanto maior o consumo, menor a felicidade alcançada. Viver de forma mais simples, longe está de ser voltar a viver na floresta. Mas há coisas supérfluas que são absolutamente desnecessárias  e o apego a elas nos distancia da felicidade.

Nas coisas essenciais habita a felicidade. Manter o coração cheio de satisfação por estar voltado para o outro da à sensação de que cada momento merece ser vivido. Cultivar as amizades, sentir a singeleza nas relações pessoais é o segredo.

Isento de vaidade pessoal, Matthieu dedica o fruto do seu trabalho ao Fundo Humanitário Karuva Scheschen que atende a 90 mil pessoas.

A fórmula parece simples…

 

Comentários 6

  • Ana Torres24/03/2013 em 23:53

    Adorei a matéria!!! Muito interessante…parabéns! bjs

  • Elizabeth Valente23/03/2013 em 12:15

    Concordo com Matthieu Ricard e da sua matéria destacou três pontos, para mim, essenciais: Querer ser feliz; O dar e receber e por último, Cultivar as amizades.

  • Afonso de Castro Gonçalves21/03/2013 em 15:36

    Pode não ser tão simples, mas é bem possível!
    Quando se fala em FELICIDADE, lembro-me logo
    daquela música do Monsueto: “Mora na filosofia / Por que
    rimar amor e dor?” Pra mim, a felicidade começa assim…
    Afonso de Maravilhas – MG .

  • maria emilia21/03/2013 em 12:37

    Bom saber que a felicidade existe, gostei!

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