O fantasma do Alzheimer

Este negócio de aumento de expectativa de vida é muito bom, desde que venha acompanhado de saúde física e mental.
Por mais atuantes, charmosos E cheios de entusiasmo que sejam os coroas do século XXI, muito provavelmente no fundo, todos tem pavor do tal do Alzheimer.
Externamente, podemos estar ‘up to day’, mas vai saber como nossos órgãos internos, no caso precisamente o cérebro vai resistindo ao tempo? Se não é possível manter a cor natural do cabelo, como andará o envelhecimento do que não vemos?

Foto: Divulgação
Claro que por terem a mesma idade cronológica, os sinais do passar do tempo dão suas bandeiras… O neuropatologista alemão Alois Alzheimer sacou em 1906 a existência de placas senis que justificavam perturbações neurocognitivas e a partir de sua descoberta, a tal degeneração dos neurônios passou a ser estudada. Trocando em miúdos, esta doença causa a morte das células nervosas, a perda do tecido em todo o cérebro e com o tempo acaba encolhendo e reduzindo quase todas as suas funções.
Como àquela época a expectativa de vida era em torno de 34 anos, acho eu que os laboratórios não tinham muito interesse em pesquisar produtos que teriam pouco mercado de consumo. Com certeza atualmente já deve existir certo número de cientistas pesquisando remédios preventivos e curativos, mas por enquanto, não existe química que produza efeitos efetivos. Quando muito tem se tido êxito no retardamento do desenvolvimento da doença e já existem testes que podem detectar o Alzheimer, oito anos antes de aparecer o primeiro sintoma.
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Até o momento esta “praga degenerativa” atinge 1% da turma entre 65 e 70 anos, 6% até os 80 e daí pra frente a coisa vai piorando, sendo que aos 90, menos de 40% escapa da incidência do mal.
Considerando que ainda não tem como disfarçar a idade dos neurônios, não basta ficar apenas no aguardo dos primeiros sintomas que são a perda da memória de curto prazo, apatia E  uma passageira desorientação no tempo e espaço. Estudiosos dão dicas preventivas que mesmo sem comprovação cientifica ainda, podem ajudar a manter o tal Alzheimer a certa distância.
Uma descoberta interessante dentro da neurociência mostra que assim como o físico, a mente deve ser treinada e desenvolvida. Comprovam os cientistas, que o cérebro tem a capacidade não só de crescer, como podem também mudar o padrão das conexões.
O programa de exercícios da aeróbica do cérebro consiste em estimular os neurônios com experiências fora da rotina. Quanto mais sairmos da zona de tranquilidade do esforço intelectual que ocupa 80% da rotina, mais se coloca o cérebro para trabalhar.

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Parece brincadeira, mas a proposta é mudar o comportamento rotineiro, obrigando o cérebro a se virar. Dentre as sugestões , seguem algumas:
– usar a mão contrária da de costume para escovar os dentes
– andar pela casa de trás para rente
– vestir-se de olhos fechados
– veja as horas pelo espelho
– não repetir o mesmo caminho para as atividades normais
– usar o relógio de pulso no braço direito
Sei lá, aí também cabe à imaginação e criatividade de cada um, bolar situações que mudem por completo o comportamento rotineiro. Aprender línguas novas, fazer puzzles, palavras cruzadas ou qualquer atividade que obrigue uma concentração direta, faz parte da ginástica para o cérebro.
Quanto à alimentação, parece que frutas, vegetais, pão, azeite, peixe e vinho tinto também podem reduzir o risco do “alemão”. Claro que o sedentarismo está fora de cogitação para quem quiser manter os ‘ticos e tecos’ em ação!
Que nenhum dos nossos leitores faça parte do percentual apontado. Mas enquanto não surja com grande estardalhaço uma química preventiva, melhor dar uma de maluco andando de trás pra frente de vez em quando do que vir a ser tornar um possuído do Alzheimer.

Comentários 4

  • Helena Maria05/08/2014 em 20:20

    Tenho 67 anos estou tendo muita dificuldade com a memória atual.Do passado que gostaria de esquecer E lembro bem.
    Estou tomando Huperzine faz tempo mas não tem dado resultado…Agradeço a matéria!

  • Ana Boucinhas05/08/2014 em 01:05

    Querida Lidice

    Somos uma revista eletrônica onde procuramos ressaltar assuntos de interesse para a turma de Rg baixo e astral alto.Limitamo-nos à informar com seriedade ,mas superficialmente cada tema.Nâo temos qualificação específica para atender ao seu questionamento .
    Existe uma associação chamada Abraz – Associação Brasileira de ALzheimer que acredito possa ser consultada quanto à exames que venham ajudar a detectar o mal antes do aparecimento .Provavelmente seu sintoma e sua qualidade cuidadosa de vida se distanciem desta praga.Mas não custa nada se certificar e ficar 100% segura.Um abraço

  • Vilma Regina04/08/2014 em 22:11

    Minha Irma tem 56 anos e ja esta com esta doenca , esta tomando remedio mas nao estamos vendo resultados.

  • Lidice04/08/2014 em 17:04

    Estou com algum problema com memória recente, fiz uma ressonância da cabeça e concluíram que o meu tico e teco esto ótimos , mas mesmo assim estou preocupada , não tem nenh caso na família , tem outro exame que possa fazer? Minha alimentação é natural sem glúten e lactose, não sou sedentária, tenho 61 anos , mas não bebo nada , Tb não fumo. Gosto mto de palavras cruzadas e procuro fazer esses exercícios.

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