Natal

por Ana Boucinhas

Para muitos, o dia de Natal é o momento de reflexões religiosas.

           Para outros tantos, época de paz e união familiar.

           Aos mais objetivos materialmente, a época mais promi$$ora do ano.

           Independentemente do espírito da comemoração, o curioso é que todos têm em comum os mesmos símbolos.

Feliz Natal Amantes da Vida

           Por todo o mundo ocidental, nesta época, as cidades perdem a sisudez habitual e de repente…… um clima de contos infantis esparrama-se pelo ar. Luzes brilham e piscam por todos os cantos, árvores são alegremente enfeitadas, Papai Noel está sempre com seu traje invernal, presépios com mais ou menos personagens surgem do nada. As renas saem do anonimato e passam a ser as rainhas dos pets. Caso um marciano desembarcasse próximo ao dia 25, iria jurar que por aqui o que impera é a Paz e a Alegria.

           Sem ter tempo para pesquisar, espalharia que na Terra tem milhões de velhinhos gordos de barba branca que ficam recolhendo cartas com pedidos que eles certamente irão realizar. Mas, seria logo desmentido por um percursor mais entendido….

           Na verdade, diria este, até o século IV, neste período do ano realmente já se comemorava o nascimento do menino Jesus. Eram dias e dias de festa, mas o dia exato mesmo, ficava a critério de cada um. Até que finalmente foi instituído formalmente o dia 25 de dezembro como a data de nascimento de Cristo. Provavelmente por ser este o dia em que era comemorado o início do inverno pelos romanos. Mas…sabe-se lá.

          Parece que quem inventou a famosa Árvore de Natal, foi o Martinho Lutero. Ele foi dar umas voltas pela floresta e ficou encantado com a beleza dos pinheiros cobertos de neve, que eram iluminados pelas estrelas do céu.

Ficou tão extasiado que teve que reproduzir para sua família a imagem encantada que vira. Galhos de árvore, algodão, enfeites, tudo iluminado com velas acesas reproduziram a cena e foi o maior sucesso.

         Deve ter demorado um pouco, pois a internet ainda não existia, mas como era um cara influente, começou a ser copiado na Alemanha. De lá para a América deve ter durado outras tantas décadas, mas com o então lento passar dos anos, acabou virando o símbolo maior do Natal.

        Até o século XIII, a graça era só a árvore. Já que a data exaltava o dia do nascimento de Jesus, São Francisco de Assis resolveu bolar o presépio, reprodutor da cena geradora da comemoração. Adoraram a ideia e hoje em dia manjedouras, reis magos, carneirinhos todos em volta do menino Jesus e seus pais encontram-se por todos os cantos.

       Já os milhares de velhinhos gordos, estão só divulgando o super Papai Noel, que na verdade era um bispo turco, chamado Nicolau, que lá pelo ano 280 DC costumava deixar saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Como os terráqueos adoram fantasiar os fatos, ficam pedindo que um dos milhares Papais Noeis lhe tragam um mimo. Só isso. E quase ninguém se lembra do Santo Klaus. Gostam mesmo do nome fantasia e cada um capricha na escolha. Na Itália, por ser velho, a turma chama de Babbo Natale. Na Alemanha …” O homem do Natal “. Em Portugal… “ Pai Natal “. Só o México e os EEUU dão uma colher de chá para o Santo Klaus.

  O marciano precursor estava se sentindo a última bolacha do pacote, quando um outro mais conhecedor ainda lhe deu uma chamada corretiva.

       A festividade passou a ser natalina século atrás, pois na antiguidade já se comemorava o nascimento do rei nesta época do início do inverno. Mas ninguém queria saber mais de nada. Viria outra história, com outros personagens, outros símbolos. Com certeza se tivesse sido mais bonito, teria sido perpetuado E deram as costas para o sábio.

Adicionar comentário