Museu interativo

 

Museu não é mais coisa do passado.

Ir ao museu não é mais sinônimo de chatice. A interatividade tem sido uma das primeiras preocupações dos museus do século 21. Indo ao encontro das expectativas das novas gerações será aberto no Brasil, no primeiro semestre de 2013, o primeiro Museu da Linguagem da Humanidade (MLUH). A cidade escolhida foi Brasília, principalmente por ainda não ter esse formato de museu.

O MLUH apresenta um conteúdo único, voltado para a difusão do conhecimento sobre a linguagem. O ponto de partida será a equação desenvolvida pelo pesquisador do Instituto de Pesquisas de Ciências Métricas (IPCM), Dangelo Ciccarini, que dedicou 11 anos ao estudo da origem da língua. A equação é a representação matemática da linguagem formal. “Cada povo tem o seu som de comunicação próprio, e o que todos têm em comum é na verdade a forma de transcrição dos sons”, explica Ciccarini. O alfabeto, então, seria apenas a forma de transcrição dos sons. Com base nessa pesquisa foi desenvolvido todo o conteúdo do Museu, que pretende levar estudantes e a população de forma geral a refletir sobre o que é linguagem.

Podemos dizer que o MLUH será um museu vivo, já que durante as 24 horas serão projetados vídeos em sua fachada. Um dos grandes atrativos durante o dia será o cinema da área externa, no estilo cine drive-in. Dentro, exposições representarão as várias linguagens, como a corporal, a visual e a auditiva. Os visitantes serão convidados a experimentar um contexto sinestésico, em que ele participa ativamente de cada obra apresentada.

O MLUH será um espaço de conhecimento, reflexão e convivência. Pretende ser um centro irradiador de cultura criativa, que se destaque não só pelo seu conteúdo, mas também pelo seu formato. Como um museu vivo, sempre em mutação, o espaço prezará pelas práticas, exposições, eventos artísticos e culturais temporários. O pré-lançamento será no próximo dia 27, em Brasília.

 

Foto: Divulgação

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