Mundo virtual

 

Os ‘ólogos’ de plantão (psicólogos, antropólogos etc.) aprofundam-se nos aspectos comportamentais do uso das redes sociais.

Independente das críticas abordando os malefícios da convivência virtual, nós os mais experientes sentimos o prazer que temos em ver que estas redes acabaram com o grande mal da solidão.

È claro que encontros pessoais não sumiram das nossas rotinas. Mas através dos amigos virtuais, uma gama maravilhosa de emoções nos leva a sentir que estamos participando efetivamente da ciranda da vida.

Pelas postagens, descobrimos as características e os interesses de novos amigos invisíveis e é muito rica a diversificação de sensações provocadas na telinha. Quem já não se pegou gargalhando sozinho diante de uma bobagem postada por um amigo virtual? Cá entre nós, muito melhor rir sozinho on line do que aguentar lamúrias ao vivo.

Muitos provocam o despertar de “Tico e Teco” com frases soltas ao vento, mas que caem como luva naquele momento e como ajudam!

Correntes de solidariedade são formadas em momentos críticos de nossas vidas, e da telinha chegam abraços que nos acalentam, vindos de pessoas desconhecidas, mas envolvidas no amor fraternal. Isso é lindo!!!

E nos aniversários então? Nossas páginas se enchem de flores, bolos, champagne. Mesmo sem cheiro e nem sabor, a nossa alma que também não é matéria, se enche de alegria e esperança de que os votos sempre otimistas se tornem realidade na nova idade que chegou. Uns nos pegam imaginariamente pelas mãos e nos levam a apreciar obras de arte. Outros nos carregam para um lugar deslumbrante que nem sabíamos existir.

Foto: Divulgação

Sentados em frente aos nossos micros o entusiasmo juvenil vem à tona quando participando dos problemas que assolam o nosso País, temos a pretensão de que estamos somando forças.

Quantos grupos se formam ao vivo, saindo do virtual?  De repente você cruza com um desconhecido que naquele momento do encontro passa ser amigo de infância, de tanta afinidade apontada no virtual!! Como é interessante estarmos ligados aos fatos realizados por nossos amigos reais. Não saberíamos que fulano está realizando um projeto, viajando pelo mundo, comemorando a chegada de um novo membro na família, não fosse a informalidade da participação indireta através da rede social. Graças a elas é possível resgatar amigos queridos que se perderam no tempo. O convite vindo de um passado distante enche de festa o coração que transborda alegria.

Longe de ser pernicioso o uso do facebook e afins, os ‘ólogos’ de plantão que nos desculpem, mas ao menos para a turma que teve um passado rico de vivências ao vivo e a cores é maravilhoso resgatar o entusiasmo juvenil neste surpreendente mundo novo.

 

Comentário 1

  • Helena25/02/2014 em 16:47

    Aninha! Você é, será e sempre foi um farol da nossa geração. Que bom que você existe e para amigos afortunados como eu, ao vivo e a cores porque ainda consegue ser melhor!

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