Conceitos nutricionais

 

A Revista Veja publicou um artigo bombástico sobre ingestão de alimentos, redimindo parcialmente o consumo da gordura animal, até recentemente considerada a mãe de todos os males.

Um estudo recente feito na Universidade de Harvard nos Estados Unidos, por cardiologistas que acompanharam 309 mulheres entre 48 e 79 anos, durante seis anos, comprovou o impacto da gordura e dos carboidratos simples nas artérias.

Um inocente prato de macarrão ou um arroz básico é absorvido três vezes mais rapidamente pelo organismo do que um suculento bife – isto leva a pessoa a sentir fome mais cedo e consequentemente a comer de novo. Resultado? Obesidade e com ela todos os problemas decorrentes, entre eles a resistência à insulina que predispõe à diabetes, que lesionam as artérias.

Foi constatado que o organismo humano necessita de determinada quantidade de gordura saturada para otimizar o armazenamento das vitaminas A, D, E e K. Há que ser respeitado o patamar de 10% do total de calorias ingeridas, que contém este tipo de gordura saturada, quais sejam: carne animal, leite, queijos, óleos de palma, coco e cacau, antes limitadas a 7%. Qualquer descuido provoca o aumento do colesterol ruim (LDL), aumenta o risco de infarto, arteriosclerose e hipertensão.

Foto: Divulgação

 

As doses preconizadas para ingestão de gordura monoinsaturada, considerada mais saudável, oriunda de amêndoas, castanhas de caju, abacate e óleos de oliva, também aumentaram de 12 para 15% ao passo que as gorduras poli-insaturadas (óleos de soja, girassol e de milho) foram reduzidas de 11 para 10%.

Contrariando uma moda que surgiu recentemente, o mais pernicioso tipo de gordura é o contido no óleo de coco, conhecido como gordura láurica cujo consumo em excesso eleva os níveis de colesterol ruim aumentando os riscos de uma pessoa saudável sofrer um infarto.

A seguir vem a gordura contida no leite e seus derivados conhecida como mirística e só depois dela vem a animal, chamada palmítica. A demonização de consumo de carne teve como consequência imediata o aumento da obesidade, como já foi colocado. Dieta saudável?

Não precisa ser um profissional da área para discorrer a respeito de uma dieta saudável. Qualquer pessoa é capaz de falar acertadamente a respeito. Comer com moderação, fazer exercícios regulares, ingerir fibras, verduras, legumes, pondo colorido no prato, escutando os apelos do estomago e não da cabeça.

 

Na verdade a grande maioria das pessoas não sente fome, mas sim apetite – come com os olhos e sem limites, daí o sobrepeso. Todos sabem disso e por que não se comportam?

Porque é mais fácil ceder e indo além, comer é prazeroso. Obrigue-se então a fazer algo que o desagrada (como para alguns, exercitar-se) toda vez que romper seus limites alimentares. Obrigue-se mesmo, sem trapaças a cumprir o que foi combinado com você mesmo e constatará que ao final de seis meses estará controlando instintivamente o consumo de alimentos, sentindo-se muito melhor e terá por certo perdido peso e ganho acesso a roupas há muito encostadas no armário.

  

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