Mercado promissor


Já pensou em investir no mercado da terceira idade? Segundo dados do IBGE, o Brasil tem hoje 15 milhões de pessoas maiores de 60 anos, o que corresponde a 14% da população adulta. Outra pesquisa, feita pela consultoria Quorum Brasil, conclui que essas pessoas têm em torno de R$ 2,4 bilhões de renda própria e cada vez mais influencia diretamente as decisões de compra da família. A projeção é de que em 2020 existam mais de 30 milhões de brasileiros nesse grupo.

Se você tem espírito empreendedor já percebeu que o segmento não pode ser ignorado. Ao contrário, tende a crescer com o aumento da renda e da expectativa de vida dos brasileiros (que hoje é de 72 anos, ganho de 17 anos em relação a 1960).

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O professor da Universidade Mackenzie e especialista em estratégias empresariais, Marcos Morita, cita alguns exemplos de oportunidades de negócio interessantes para esse grupo: pacotes turísticos e cruzeiros em baixa temporada, cursos e faculdades da terceira idade, cartões de desconto em farmácias e drogarias.

“Outro bom exemplo do potencial desses consumidores é o campo tecnológico”, observa. Muitos idosos não tiveram acesso à tecnologia enquanto estavam no mercado de trabalho, nem por isso deixam de apreciar as atrações da vida moderna, trazidas por filhos e netos.

“Computadores com programas mais simples, celulares com dígitos maiores, porta-remédio que avisem a hora de tomá-los, fechaduras que se abrem utilizando impressões digitais, carros com mostradores mais fáceis de enxergar e tantas outras adequações a este público já estão nos planos de diversos fabricantes mundiais”, diz.

Mesmo para as pessoas que não pensam em criar um negócio próprio, a constatação de que esse é um mercado em franco crescimento é um fator a ser considerado na escolha profissional, para começar ou mesmo redirecionar a carreira. Não é à toa que as atividades voltadas para a terceira idade estão entre as profissões do futuro, apontadas em estudo da Delphi Profuturo no ano passado.

As relacionadas à qualidade de vida e à saúde são as mais óbvias, mas novidades vêm por aí, como a orientação financeira para ajudar na preparação da aposentadoria e o aconselhamento de carreira para pessoas às vésperas de se aposentar. É que, com o aumento da expectativa de vida, a tendência é os mais velhos assumirem outras atividades após deixarem o emprego formal, nas quais toda a experiência acumulada ao longo da carreira principal poderá ser passada às novas gerações.

Entre as possibilidades estão consultoria, coaching, lecionar em universidades, voluntariado e até mesmo abrir um negócio. Fica a dica também para quem está se aproximando da “barreira” dos 60. São pelo menos 40 anos de experiência profissional que não podem ser desprezados e, sim, aproveitados em novas funções, com menos pressão e mais satisfação.

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Por Denise Juliani, estadao.com.br

 

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