Maturidade do Vinhedo

Trivento comemora o centenário do vinhedo de Eolo 

Rótulo ícone da vinícola é símbolo de longevidade de uma terra que, apesar de produtora há mais de um século, conserva o frescor para elaboração de vinhos cada vez mais Premium.

Foto: Divulgação

 

A vinícola argentina Trivento, do grupo Concha y Toro, comemora em 2012 o centenário do vinhedo de seu rótulo ícone, o Eolo. O vinhedo, localizado na região de Luján de Cuyo, Mendonza é considerado como um dos melhores lugares do mundo para produção de Malbec.

Trivento significa três ventos: polar (vento frio do sul, que sopra no inverno) zonda (esporádicas rajadas de ar quente e seco que descem dos Andes durante todo o ano) e sudestada (vento fresco de verão associado às chuvas) sopram na ensolarada e árida terra mendocina deixando sua marca nos vinhos elaborados pela vinícola.

“A antiguidade do vinhedo concede equilíbrio natural à planta, com rendimentos muito baixos, aproximadamente 3,2 quilos de uvas por hectare. Isso nos permite ter uma maior concentração de açúcar e aromas nos grãos de uva,” explica Victoria Prandina, enóloga de Eolo.

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O centenário de Eolo é testemunha dos minuciosos trabalhos realizados pela Trivento para obter o vinho ícone, que nos últimos anos recebeu altas pontuações nas mais importantes publicações especializadas em vinho: Trivento Eolo 2005, 93 pontos, Wine Spectator (2008); Trivento Eolo 2006, 92 pontos, Wine Spectator (2009); Trivento Eolo 2007, 93 pontos, Wine Spectator (2010); Trivento Eolo 2007, Wine Advocate (2010) e Trivento Eolo 2008, 92 pontos, Wine Enthusiast (2011).

“Eolo expressa a maturidade do vinhedo. É um vermelho violeta com tons pretos, que os amantes do vinho considerarão muito atraente e denso na taça. No nariz é explosivo, com marcas de frutas vermelhas, como cereja e geleia de cereja. Possui no final um gosto temperado de canela, frescor de laranja e tabaco. O paladar é bastante doce no início, dando uma sensação de maciez prolongada,” completa Victoria.

 

Sobre EOLO:

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Eolo, na Grécia antiga foi agraciado por Zeus como Guardião dos Ventos. A Trivento, como forma de homenagear o principal elemento de sua essência, entregou a seu vinho ícone o nome e o espírito de seu guardião. A fruta de Eolo nasce em um lugar privilegiado em Luján de Cuyo a 983 metros de altitude, disposto de leste a oeste, seguindo a inclinação natural do terreno.

Esta posição permite maior captação solar e proteção contra o vento zonda. Além disso, sua localização sobre a ladeira do rio Mendoza alivia e minimiza o evento dos três ventos: polar, zonda e sudestada. A irrigação é feita com água de degelo do rio, através de pequenos canais e sulcos que irrigam as fileiras de Malbec. Estas águas puras e cristalinas ajudam a desenvolver corretamente os diferentes estados fenológicos da planta.

 

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