Mary Poppins

por Maria Eugenia

Esta semana fui assistir a Mary Poppins, versão nova do antigo musical que marcou época em 1964. O longa de então ganhou nada mais nada menos que cinco Oscars: de melhor atriz, pelo papel de Julie Andrews, de melhor edição, de melhores efeitos especiais, melhor canção e originalidade.

A Disney superou-se. Minha geração, naquele ano, não se cansava de assobiar e cantar as músicas do filme,  imitando os sapateados e danças de Bert, o animado faz-tudo da “nanny”, o acendedor de lampiões. Supercalifragilisticexpialidocious era a palavra que todos tentavam  repetir, sem engasgar, ao sair do cinema… “Tomar remédio com uma colher de açúcar  para vencer o amargor” foi um conselho levado para várias circunstâncias da vida! 


A nova versão manteve a história mas perdeu a magia. Apesar da excelente atuação de Emily Blunt, falta ao filme o brilhantismo que o diretor Robert Stevenson e sua equipe maravilhosa imprimiram à primeira versão. Difícil tarefa de Rob Marschall, na direção do Retorno de Mary Poppins competir com uma obra prima. Talvez seja mesmo impossível transmitir a alegria e entusiasmo que o filme original cunhou, desde seu lançamento, no coração de tantas  gerações. 

A meu ver, um musical tem que imprimir na audiência a vontade de cantar os temas principais. Quem consegue esquecer as melodias do Fantasma da Ópera, de Mamma Mia! ou do Violinista no Telhado? Em 2012, Anne Hathaway como ” Fantine”, interpretando I Dreamed A Dream, premiada com um Oscar, nos Miseráveis, tornou-se inolvidável, um must a ser visto por quem aprecia obras primas. Bem, nada disto ocorre com O Retorno… Infelizmente… Nada digno de nota, somente mais um filme sem grandes momentos, longe de ser um sucesso estrondoso.


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