Maceió

                   

 

MAR DEMOCRÁTICO EM MACEIÓ

Foto: Divulgação

As dezenas de praias paradisíacas que desfilam pelos 40 kms da costa de Maceió. São filhas da mãe Natureza.

Todas com suas areias impecavelmente brancas e macias, protegidas por enormes coqueiros. Uns mais atentos e outros mais desencanados, mas todos cumprindo o papel de guardião. A semelhança se vê também pela mesma cor, pois o céu infinitamente azul acompanha a linha do litoral por inteiro.

É verdade que variam no tamanho e no formato. Umas retas, outras arredondadas em pequenas ou grandes baías e algumas até formando istmos. Mas, belo capricho da Natureza!

Já as águas do mar… fogem da padronização.  Tem mar para todos os gostos, e o pai Poseidon tratou de diferenciá-las colocando arrecifes em várias delas, para brecar a voracidade das ondas.

Para quem gosta de ter no mar um companheiro de divertimento, ondas razoáveis oferecem a oportunidade para os aprendizes de surf. A ausência dos diques dá a dica.

Para quem faz a linha meditativa, nada como se estender nas areias, curtir o abano dos coqueiros e torrar-se ao sol. A estes, observar as escolhas dos caminhos a serem percorridos pelos que entram no mar durante a maré baixa, pode ser uma boa distração.

Mas, coitados dos que curtem brincar com o mar nas praias de arrecifes. Entrar displicentemente no mar… nem pensar. Dos tais arrecifes desprendem-se algas em toneladas que são espalhadas aleatoriamente até chegarem à beira-mar.

Foto: Divulgação

Nestas, na maré baixa, não existem nadadores, mas caminhantes. Anda-se, anda-se, anda-se mar adentro e os joelhos continuam ardidos pela exposição direta ao sol. Mas não pode se arriscar dar uma molhada na cabeça, sob pena de levantar e assustar a todos os que estiverem por perto. Surgirá naquele momento a lenda de que o monstro de Loch Ness mudou-se para Maceió e mais assustador ainda, pois com os cabelos da Medusa. O pior vai ser o trabalho de desgrudar do corpo as grudentas algas.

Foto: Divulgação

A diversão está em pegar uma romântica jangada que leva às famosas piscinas naturais, no meio do mar. Há 3 ou 4 km distantes da praia, o cheiro de camarão e uma música de forró avisam que está próximo o destino.

Não é que tem uma jangada ambulante que oferece petiscos, bebidas e som lá no fundão, digo, no” rasão”? Ao invés do costumeiro mergulho com tubo de oxigênio, o aficionado por mar desce com cuidado da embarcação primitiva e… água não chegando ao joelho… de novo. Mas nas piscinas de água morna beirando a quente, pode-se molhar a cabeça sem susto, pois a limpidez da água demonstra a total inexistência de indícios de flora marítima. Ainda bem, pois nestas alturas o calor está insuportável e se não fosse à travessia a jangada, que se danassem os espalhadores de boatos.

 

Foto: Divulgação

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