Las Vegas

 

Las Vegas está para os maduros, como a Disney está para as crianças – Dose maciça de entretenimento! 

É claro que o objetivo primordial deste paraíso da diversão é atrair jogadores que disputem a sorte com as dezenas de casinos espalhados pela cidade. 

Mas os não aficionados por roletas, cartas e fichas, podem se equiparar aos meninos que não caem no apelo das montanhas russas. Longe da adrenalina, mas cercados de opções cheias de prazer. 

Foto: Divulgação

Acompanhando a história desta cidade construída em pleno deserto americano, cabe uma passada pelo primeiro Grand Hotel Casino, inaugurado 15 anos depois de ter sido o jogo legalizado em Las Vegas.

Em 1946, Flamingo, a apoteose do Kitsch abre suas portas  em neon , seus escandalosos tapetes, espelhos e lustres multicoloridos compõem ambientes perfeitos para as candidatas a Starlet da época. 

Ainda que continue com sua extravagante decoração, faz décadas que este e todos os casinos foram abandonados pelos gangsters.  Assim, não é preciso se preocupar com um tiroteio que nunca virá. As famosas reuniões onde grupos da Máfia marcavam território foram cessando, cessando, até terem sido exterminadas por completo. 

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Em 1960, o competente bilionário Howard Hughes resolveu investir pesado no mercado de casinos, o que provocou uma corrida desenfreada por parte de incorporações legítimas. 

Firmou-se assim Las Vegas, como ancoradouro de milhões de empregos na área da construção civil, passando a gerar um imensurável e interminável mercado de trabalho e serviços em diversas áreas. 

As atrações  secundárias, lotando teatros, sobretudo com cantores super famosos, apontavam que o show business tinha fortes chances de fazer parceria com as enormes salas de jogos. Beleza de previsão, pois atualmente, mais de 80 shows fantásticos disputam com as roletas, o entretenimento de 40 milhões de pessoas que para Las Vegas vão anualmente. 

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Por exemplo, Celine Dion e Elton John já se apresentaram ao lado de maravilhosos espetáculos. O Cirque de Soleil, que causa furor quando se apresenta uma vez na vida e outra na morte no Brasil, mantém simplesmente sete apresentações fixas em Las Vegas.

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O famoso David Cooperfield, que vire e mexe é apontado como o maior mágico da atualidade, é em Las Vegas que faz seu point há anos. Ao lado dos shows pagos, centenas de opções de divertimento são oferecidos gratuitamente. Na Flemont Street, por exemplo, um enorme espaço só para pedestres reúne bares, restaurantes e lojas por onde circulam sósias de famosos entre apresentações artísticas e culturais.

 O show de luzes e cores à noite encerra apoteoticamente o programa. Na maioria dos Hotéis, demonstrações divertidas são oferecidas do lado externo. As águas cantantes do Bellagio, por exemplo, arrancam palmas que saem naturalmente dos espectadores deslumbrados com o efeito. 

Por falar em hotéis, os temáticos tomaram conta na divertida cidade. Tomar um café na “Piazza   San Marco” do Venetian dá direito a surpreender-se com cantores de ópera desfilando entre  pombas que alçam vôo. Não é preciso falar em francês para ser recepcionado num gostoso bar ao pé do Tour Eiffel. 

Rio de Janeiro, Nova York e Monte Carlo levam um pouco de suas cidades também à Las Vegas. Já os hotéis mais clássicos, apostaram  fichas em suas lojas, onde Dior, Prada, Versace entre outras, atraem afortunados compradores. 

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Ligar Las Vegas à fast food… ledo engano. Simplesmente 15 dos seus restaurantes estão no Michelin. Aos que resolverem jantar no Bellagio, carne de veado, fois grais e ostras gratinadas são saboreadas enquanto telas e escultoras de Pablo Picasso alimentam a visão. Coisas de Las Vegas… 

Quando se resolve dar uma pausa que refresca do agito, ali pertinho o Grand Cannyon aguarda silenciosamente. Combinações únicas em cores e formas encontram-se nos surpreendentes vales e desfiladeiros moldados há milhares de anos pelas águas do rio Colorado. Um passeio a pé já é legal, mas de helicóptero é o máximo!!!

Assim, em cinco décadas, a cidade do pecado transformou-se na cidade de luxo, glamour e altíssimos divertimentos absolutamente inofensivos, pois até às crianças são dadas opções a mais de diversão. No MGM existe um parque de leões que é atravessado por um corredor de vidro, onde se sente no habitat das feras. 

Meninos mais tranquilos podem se divertir nos carts do Las Vegas Mini Gran Prix, mas os mais acelerados vão para o Stratosphere, onde entre outros brinquedos cheios de adrenalina, o Scream oferece um carrinho que em alta velocidade é atirado para fora do prédio, a 350m do chão. 

Foto: Divulgação

Não param de surpreender em Las Vegas onde resolveram  construír um campo de golfe com direito a árvores tropicais e ilhas em pleno deserto,simplesmente na própria Strip-a avenida dos Casinos.

A região com carência de água, sem qualquer recurso mineral, com terras absolutamente áridas, fadada a permanecer inexpressiva, aceitou o desafio e tornou-se um enorme pólo de turismo!!!

 

Comentários 4

  • Maristela Arruda03/08/2012 em 14:43

    Maricy,

    Jogam a culpa na Igreja, mas na verdade o lobby dos jogos clandestinos é muito grande. Quem sai perdendo é sempre o povo, pois não vê a cor do dinheiro. Legalizando o jogo…perderiam a mamata mas o povo sé teria a ganhar.

    • Ana Boucinhas05/03/2014 em 14:18

      Exatamente isso.Não se pensa no numero de empregos que os casinos trariam.Industrias de todos os tipos teriam como distribuir seus produtos não só na construção,como na manutenção dos casinos.Artistas iriam ver ressurgir seu trabalho.Etc..etc..etc…Esta historia de ligar casino à droga e prostituição é historia pra boi dormir.

  • Maricy Voggel01/08/2012 em 20:56

    Quais serão os interesses que impedem a legalização do jogo no Brasil?Imagine o numero de empregos que iria gerar ….

    • Ana Boucinhas05/03/2014 em 14:14

      O falso puritanismo levou ao fechamento dos casinos na época do Dutra.Agora o que consta é que a turma do jogo ilegal não quer concorrência E sabemos bem o quanto esta turma é forte.

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