Juventude

 O rosto de uma pessoa conta uma história de vida

A juventude está tanto na cabeça quanto no corpo. A partir da decisão de permanecer jovem de espírito, vem a transformação da atitude, que independe de tempo e de muito dinheiro.

Hoje em dia, recursos da indústria de cosméticos popularizaram-se, há abordagens novas na área de geriatria e a divulgação da influencia da alimentação na saúde, garantem tudo o que precisamos para resgatar o tesouro de dar valor à vida.

Claro é que cabelos postiços e implantes e muitos outros métodos não naturais podem dar a sensação de juventude, mas não o importante é sentir-se jovem até os 100 anos. Hoje em dia não há mulheres velhas ou feias  – só mulheres desatualizadas. Há sempre chance de, através de fórmulas quase mágicas, contornarem a idade e os pontos fracos, permanecendo forever young and beautiful!

O rosto de uma pessoa conta uma história de vida. A beleza nasce do autoconhecimento, confiança em si própria e da sabedoria acumulada ao longo do tempo. Este conjunto deve ser admirado e devidamente celebrado.

Longe ficou o tempo em que juventude presumia só felicidade e velhice, cansaço. A linguagem publicitária já mudou e tem uma nova perspectiva: a de que você poder ter cabelo grisalho e, ao mesmo tempo, ser capaz de correr uma maratona. O mercado da terceira idade é promissor, pois nesta faixa o poder aquisitivo é de modo geral mais elevado que nas demais.

Cindy Joseph é uma mulher de 62 anos e que há 11 é uma modelo requisitada para dezenas de campanhas publicitárias e editoriais de moda. Assume os cabelos brancos, que lhe caem muito bem. Sua bem-sucedida carreira de modelo abriu-lhe as portas  para lançar uma linha de cosméticos à base de mel, que defende ser “pró-idade, em vez de “antiidade”.

Representante clássica da geração baby boomers, a americana, Cindy Joseph passou 25 anos de sua vida trabalhando como maquiadora, produzindo modelos e celebridades para sessões de fotos. Nunca imaginou que ela mesma pudesse estar um dia diante das câmeras – muito menos após decidir assumir seus cabelos brancos. Por causa dela foi lançada uma divisão inteira na Ford Models chamada “Classic” cuja média de idade dos contratados é mais alta, visando atingir setenta e oito milhões de contemporâneos de Cindy. Num momento em que a população dos EUA e do mundo envelhece e o poder econômico  tem se concentrado, de maneira geral,  nas mãos das gerações mais idosas, foi um grande golpe de marketing.

“É empolgante saber que, numa época em que a juventude é idolatrada, as mulheres podem envelhecer e continuar sendo vistas como bonitas” afirma Cindy.

Questionada se pretende em algum momento se aposentar da carreira de modelo, ela diz que tudo vai depender da demanda do mercado publicitário e de moda.

“É uma carreira em que você não tem escolha. Só o que pode fazer é se cuidar. O mercado vai me dizer até quando… Mas, se depender de mim, quero estar diante das câmeras até morrer.”

“Não estão me contratando por preocupação em fazer uma declaração sociológica, e sim porque querem vender, e a minha geração ainda está comprando”, opina Cindy.

Todo mundo é belo, de uma ou outra forma e é preciso deixar que esta beleza brilhe, através da mudança da mente e vivencia de  acordo com novos pontos de vista. Não se trata de criar uma nova verdade, mas reconhecer a atração intrínseca que faz parte da própria natureza. O autoconhecimento induz a uma nova visão, mudando a forma como os outros nos percebem. Sentir-se bem sobre si mesmo é atraente.  A textura da pele, cor de cabelo, roupas não tem qualquer influencia neste sentido. Viver com prazer e alegria torna a pessoa bela.

“A alegria de viver é o melhor cosmético da mulher” afirmava Rosalind Russell.

A aparência mais jovem não é tão importante quanto ser saudável e radiante. Melhor jogar fora antigos cosméticos que tentam esconder a idade e quem você é. Melhor ser livre e não escravo de artifícios! A beleza é natural, tem brilho, umidade e alegria! Todos têm um rosto a revelar,  características próprias que irradiam a beleza natural individual.

Hoje em dia, sou aberta e honesta sobre a minha idade e aparência, mas nem sempre fui assim. Cresci pensando que as meninas e mulheres nas capas de revistas de moda e beleza eram exatamente o que as fotos mostravam. Sempre me comparando com estas imagens,  nunca me senti que bonita o suficiente. Comecei a usar maquiagem na escola para tentar parecer ao máximo às modelos. Adorava experimentar make-ups, em mim mesmo e em minhas amigas, por pura diversão. No entanto, houve época em que me escondia por trás da maquiagem.  Passei por uma longa luta difícil com a minha auto-estima. Discernir entre a beleza superficial e a da personagem que eu representava, era um dilema filosófico para mim.

Li sobre culturas em todo o mundo e sobre o que as mulheres faziam com a pele, cabelos e corpos, maquiagem, tatuagens, piercings, cicatrizes, jóias e roupas.  Todas as sociedades adotavam adornos corporais de uma forma ou de outra. Minha pesquisa foi provando que era um comportamento natural da nossa espécie. A maioria dessas práticas variava em função dos objetivos, se religiosos, sociais ou comemorativos. Descobri que observar a motivação fazia a grande diferença. Vestir-se por puro prazer é um divertimento, se por medo de rejeição social, um problema. Tentar através da aparência, satisfazer uma necessidade desesperada emocional, é um assunto sério e muitas meninas e mulheres não se julgam suficientemente bonitas, sendo como são e submetem-se até mesmo a cirurgias que podem ter resultados devastadores. A indústria da moda e beleza difundiu por muito tempo a crença de que o envelhecimento é ruim, para continuar a vender produtos.

Com minha experiência, acredito ter melhorado na medida em que envelheço. Usufruo mais das coisas que valorizo: saúde, amor, tolerância, prazer, compaixão, auto-estima, controle, disciplina, educação e conhecimento. Em poucas palavras, experiência de vida traz certa sabedoria. Vejo com o olhar mais profundo, além da fachada e, vendo mais, tenho fé em que as perspectivas das mulheres sobre si de modo geral também estão mudando.

Viver uma vida longa e rica deixa no rosto uma história maravilhosa. Por que escondê-la?

 

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