Joalherias de doces

 

Antes fadados a viverem na sombra dos chefs, pâtissiers franceses cresceram, apareceram e hoje comandam butiques de sobremesas em Paris. Conheça os oito doceiros do momento!

Foto: Divulgação

Incontestavelmente, Pierre Hermé é o pâtissier mais badalado e criativo de Paris. A audácia não vem apenas das suas lojas modernas e irresistíveis vitrines, mas dos sublimes bolos e tartelettes com texturas e sabores inéditos. Flor de sal, legumes, ervas e especiarias entram na composição dos bolos. Na sua nova coleção de macarons, batizada de Les Jardins, criou versões com chá-verde, cogumelos girolles e limão siciliano. A novidade da temporada é a inauguração da luxuosa Maison Pierre Hermé, onde é possível fazer encomendas personalizadas.

Guillaume Leclercq, o arquiteto das lojas da Louis Vuitton, assina o projeto da elegante chocolaterie de Jacques Genin no Marais. No seu “salão degustação”, é possível se deliciar com clássicos da doçaria francesa, além de incríveis bombons feitos com chocolates premium vindos do mundo todo. No inverno o pâtissier serve o melhor chocolate quente da capital francesa.

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Apelidado de “Rodin do chocolate”, Patrick Roger talha impressionantes esculturas em tamanho natural. A mais famosa delas, O Amante, foi feita em parceria com Karl Lagerfeld para a marca de sorvetes Magnum. Outra loucura foi seu extravagante bombom Amazone: o doceiro importou 300 quilos de limão do Brasil para sua fabricação. O império Roger inclui 700 metros quadrados de ateliês, uma horta de ervas aromáticas e produção exclusiva de mel.

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A Butique Hugo et Victor, em Saint-Germain, parece de fato uma joalheria: os preciosos doces são realçados pelo contraste entre vitrines e paredes escuras. A pâtisserie ultradesign tem como chef-créateur Hugues Pouget, que privilegia ingredientes sazonais na sua coleção. A melhor opção é escolher o que ele chama de Les Déclinaisons: um trio escolhido pelo pâtissier com um doce tradicional, uma criação exclusiva e um bombom com opções de chocolate, caramelo, frutas, café ou pistache. Para presentear, nada melhor do que as caixas que lembram livros. Pouget propõe também harmonizações com vinhos.

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Sébastien Gaudard (discípulo de Pierre Hermé) acabou de inaugurar sua primeira loja, a Pâtisserie des Martyrs, e já ganhou o prêmio de melhor doceiro de Paris pelo guia Pudlo de 2012. Os doces clássicos dão água na boca só de olhar. Dúvida cruel? Peça a caixa de mignardises, uma seleção de 12 minidocinhos com carolines de chocolate e baunilha, tartelettes de pera e frambroesa e profiteroles caramelizados. A decoração da butique busca os ares de Paris de outrora, com azulejos hidráulicos no chão, espelhos nas paredes e bonbonnières cheias de balas coloridas.

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Japonês radicado na França, Sadaharu Aoki, ou Sadá (como ele é conhecido), equilibra-se entre Oriente e Ocidente por meio de seus doces de impressionantes beleza. As receitas, de base francesa, têm visual nipônico de inspiração zen ou nos mangás. Sua versão do tradicional ópera (um bolo em camadas) se chama Zen e é feita com creme de gergelim, macaron de chá-verde, conhaque e chocolate. Jáos bombons parecem um catálogo de Pantone e são irresistíveis para estetas.

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Os doces assinados por Philippe Conticini na Pâtisserie des Rêves são apresentados dentro de cúpulas de vidro, como se fossem jóias. As vitrines individuais asseguram a perfeita conservação dos saborosíssimos doces feitos com ingredientes super frescos. Sua tarte tatin leva maçãs cozidas no dia, e o mil-folhas é montado somente após o pedido do cliente, o que garante umidade perfeita no creme e aquela desejável massa crocante.

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Com lojas na França, no Japão e em Hong Kong, Jean-Paul Hévin é famoso por seu caramel au beurre salé e pelas misturas inusitadas de sabores (são mais de 70). Entre elas, bombons recheados com queijos franceses (parece estranho, mas funciona). Uma das suas criações fashionistas é o Stiletto, um sapato em tamanho natural inteiramente feito de chocolate.

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Por Clarissa Alves Secondi

 

Comentário 1

  • Alice30/01/2013 em 19:23

    Amiga, tava querendo relembrar um nome de um famoso patissier da frança e não por acaso te achei aqui… mais uma vez! Um beijo e parabéns pela matéria.

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