Ilhas gregas – II

 

Continuando nossa matéria sobre as ilhas gregas, vamos nos deleitar passeando por Karpathos, um local abençoado, com abundância de córregos de água doce, florestas de pinheiros, vinhedos, oliveiras e cavernas rochosas, onde se abrigam focas monges do mediterrâneo, também conhecidas por lobos-marinhos que são provavelmente o membro da família das focas mais ameaçado de extinção (monachus monachus).

Foto: Divulgação

Com áreas montanhosas, Kárpathos é o paraíso para os entusiastas da natureza e amantes de antigas tradições. As cidadezinhas da ilha parecem museus a céu aberto de folclore e seus habitantes ainda se vestem com roupas tradicionais de antanho e falam dialetos locais próprios. Ólympus e Mesohóri enfeitiçam os que as visitam. Para os que curtem o wind surfing, “anemoessa” Kárphatos (“aquela dos muitos ventos”, segundo Homero) é um perfeito paraíso para a prática deste esporte. Na Páscoa e durante o Carnaval inúmeras celebrações ficarão para sempre na memória dos turistas! 

Tilos é uma ilha montanhosa, com áreas densamente cobertas por florestas e vales verdejantes, onde podem ser encontradas cerca de quatrocentas espécies de flores e ervas, além de pássaros raros. Esses os ingredientes de um destino sem igual, com um imenso parque ecológico, protegido por tratados internacionais. Visite Meyálo Horió, a capital com suas imponentes casas de pedra e aleias estreitas. A vista do castelo medieval, construído onde se situava a antiga Tilos, situado no alto de uma colina, certamente fará com que o visitante perca o fôlego de emoção!

Foto: Divulgação

Leros – Seja bem vindo à ilha de Artemis, a deusa da caça e das florestas, de acordo com a mitologia grega. Para quem procura férias num local tranquilo, cercado por oliveiras, pinheiros e fontes de água fresca, Léros é o destino perfeito! Nada melhor que nadar nas águas transparentes e azuis do mar, admirar o preciosismo da arquitetura italiana em Avia Marina, a capital da ilha, e perambular pelos castelos seculares de Bouzi e Panayia ou ainda mergulhar para explorar os restos de navios afundados na Segunda Guerra Mundial. Também em Leros, as festividades durante o Carnaval são imperdíveis pelo seu aspecto folclórico.

Foto: Divulgação

Patmos, a “Ilha do Apocalipse” ou a “Jerusalém do Mar Egeu”  dá as boas vindas aos peregrinos desde que João, um dos discípulos de Cristo escreveu o Livro das Revelações numa das cavernas deste local. A beleza de Hora, um assentamento medieval cuidadosamente preservado, com casas de pedras e aleias labirínticas, é deslumbrante. O imponente monastério de São João é uma visita “obrigatória”, assim como a Caverna Teológica do Apocalipse. Melhor visitar Patmos na Páscoa, quando as celebrações religiosas e espirituais duram toda a semana e são interessantíssimas! 

A leste de Patmos, ficam Arki & Marathi, com vegetação esparsa, casinhas antigas brancas e tabernas pequenas e encantadoras. É muito charmoso navegar em torno de Maráthi e aportar numa prainha com arbustos aromáticos (Pistácia Lentiscus), provavelmente o bálsamo do Gênesis. Suas folhas e brotos são queimados em algumas regiões para defumar carnes e a resina era mascada em tempos antigos como um “chicletes” para suavizar o hálito, preservando as gengivas. Em alguns locais esses arbustos são protegidos e não podem ser arrancados, sem a devida autorização.

Foto: Divulgação

Nestas ilhas também há tamargueiras que oferecem sombra sem tirar toda a luz do sol, resultando numa atmosfera agradável. São conhecidas como cedros do sal e suas raízes podem crescer por mais de 80 metros, em busca de água, que pode ser salgada pois eliminam o excesso de sal pelas pontas das folhas. A presença das tamargueiras, espanta moscas e insetos de modo geral, pela salinidade que exsudam. 

O entorno da Grécia ainda tem outras atrações, além das descritas. Para o viajante que dispõe de um pouco mais de tempo, o portal reserva novidades. Não deixem de acompanhar essa maravilhosa viagem ao reino da mitologia. 

 

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