Idade e Felicidade

Avós Amantes da Vida
Ana Boucinhas e Maria Eugenia brindam à idade e à felicidade 

Muito se fala a respeito de níveis de stress e felicidade entre a população com mais de cinquenta anos. Inúmeros estudos são feitos pelo mundo científico, com resultados diversos, por vezes até conflitantes.
Pergunto: você se sente mais feliz hoje… ou dez, quinze anos atrás? Faço-me a mesma pergunta e chego à conclusão que estou mais preocupada em viver bem meu dia a dia e isto torna a existência mais prazerosa. O ontem já foi e o amanhã é, graças a Deus, imprevisível. Não creio em felicidade total, messiânica. Acredito em momentos: tristes, ansiosos, felizes, divertidos, com ou sem expectativas. A meu ver, felicidade consiste em concluir que o saldo de todas estas experiências foi positivo. “Passar pela vida em brancas nuvens e em plácido repouso adormecer”, como poeticamente ponderou Francisco Otaviano, acho que não tem sentido. Isto sim é triste. Viver é emocionar-se sempre, tanto com as grandes quanto com as pequenas coisas.
Mais que tudo, ser feliz é ter metas, sonhos, em qualquer campo da vida – sem elas, somos só um monte de sangue e ossos. Velhice e juventude nada têm a ver com felicidade. Em outras palavras, ser feliz é um estado de espírito atemporal.

Maria Eugenia

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