Baby Boomers

 

As gerações que nos seguiram, nem imaginam as correntes que quebramos para entregar ao futuro que chegou um terreno mais fértil. Mal entramos na juventude e já sentindo a caretice que imperava, resolvemos içar bandeiras por tudo quanto era lado, sempre à duras penas.

Ainda que as informações demorassem a chegar,quando se quebrava um elo da corrente na Cochinchina, poderia se ouvir os aplausos dos jovens no mundo inteiro apoiando.

Não passa pela cabeça das meninas saradas de hoje com seus já clássicos biquínis que variam apenas no formato, que foram as suas avós que decidiram que os umbigos também mereciam tomar um pouco de sol.

Começamos tímida, mas corajosamente a mostrar as nossas garras pelo anseio à liberdade, com pequenos, mas definitivos detalhes.
Se hoje, nos bancos das faculdades o número de mulheres supera o dos homens, se no mercado de trabalho encontram-se aos borbotões mulheres em postos de comando, foi graças às vovós que ousaram desafiar os padrões de comportamento da época e lá se foram elas invadir o mundo dos homens.
Sei lá, mas acho que exageramos um pouco e sem a cumplicidade dos homens, acabamos nos tornando “super mulheres” exaustas.

Se hoje as meninas transam numa boa, foi graças às vovós que superando preconceitos enraizados e com a chegada da pílula anticoncepcional, abriram à força a porta da sexualidade. Na nossa época, quem se permitisse uma carícia ligeiramente sensual, já pegava a fama de ter pé no “puteiro”.
Esta bandeira, não consegui levantar, mas com inveja, rendia minha homenagem às corajosas, pois afinal de contas aplausos também são indicadores de aprovação das novidades.
Agora que amadurecemos, ao invés de repetirmos o conhecido papel, lá estamos nós revolucionando e inventando a nova-vovó.

Que mania de não nos acomodarmos nunca! Custava a gente se dedicar ao tricô, sentadinhas nas cadeiras de balanço com um xalezinho preto nas costas e só levantar para fazer bolinhos de chuva para os netinhos? Não. As enlouquecidas não saciaram ainda a fome de querer mudar os padrões comportamentais.
O fogo revolucionário não se apaga e já estamos nós usando as mãos para teclar com o mundo, canalizando o inesgotável entusiasmo para tudo quanto é lado e o chale preto saiu das costas, tornou-se super colorido e num dramático movimento a la flamenco, deu um OLÉ e virou uma tremenda canga, agora amarrada na cintura. 

Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentários 4

  • Nilza Maria15/05/2013 em 00:28

    Me sinto integrante desse time. Me aposentei com 70 anos porque no serviço público estadual só é permitido trabalhar até 70 anos.Fui fazer faculdade da 3ª idade já me formei mas continuo no aprofundamento onde formamos um grupo de amigos que não consigo mais ficar longe deles, faço trabalho voluntário 2 x na semana ja pintei telas para meus filhos e agora estou pintando pros meus netos(11)…Não consigo ficar parada toda sexta feira vou dançar!!!

    • Ana Boucinhas15/05/2013 em 20:26

      UAUU Nilza Maria .A meta deste portal é levar as pessoas a vivenciarem a nova “velhice”com entusiasmo e alegria .Voce é um tremendo exemplo de verdadeira amante da vida. Parabens !!!!!

  • Ana Margarida11/04/2012 em 13:35

    Viu só, na pressa a gente faz essas coisas: esqueci de deixar o endereço do blog. http://www.recicleiavida.blogspot.com.br

  • Ana Margarida11/04/2012 em 13:32

    A-DO-REI!!!Ufa, que alívio.Pensei que só eu era a inquieta ou a eterna insatisfeita.Por que é que aos 58 anos eu tenho que parar se a minha cabecinha está fervilhando de idéias mais que aos 25 anos?Pensando nisso criei um blog para encontrar minhas parceiras, e achei vcs.Amei.Venham me visitar tb, pois é o que farei a partir de agora.Gde abraco a todas.

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