Galeria Roberto Alban

 

Nova galeria com foco em arte contemporânea brasileira é inaugurada em Salvador

Foto:Andrew-Kemp

Desde abril deste ano, quem vai ao bairro de Ondina, em Salvador, tem a chance de visitar o mais novo espaço de arte da cidade, a Galeria Roberto Alban. A iniciativa privada tem ares de espaço cultural, com uma área generosa e o claro intuito de promover o trabalho de artistas brasileiros contemporâneos na capital bahiana, trabalhando com curadores e críticos de arte renomados. 

Aberta pelo casal Roberto e Cristina Alban, que estão no mercado desde 1989 como marchands focados principalmente em arte moderna, a vontade para esta nova fase foi de se voltarem apenas a artistas que estão vivos e produzindo. “Decidimos fazer um trabalho mais dinâmico, trabalhando junto com os artistas, o que é também muito empolgante”, explica Cristina. 

O calendário do novo espaço começou com uma coletiva de 9 artistas, entre eles Luiz Hermano, Maria Lynch e Gabriela Machado, e tem em vista individuais do carioca Raul Mourão e do paulistano Paulo Whitaker, ambos parte do corpo recém formado de artistas representados. A arquitetura foi essencial para a repaginação. 

Foto: Divulgação

 

“Queríamos um espaço que pudesse abranger as diversas mídias e linguagens, de vídeos a grandes instalações”, conta a galerista. O projeto ficou por conta das arquitetas Flávia Foguel, Cristiana Reis e Milena Sá, que aliaram o pedido dos galeristas a referências encontradas em importantes galerias de Nova York. “Percebemos que a questão da amplitude vem em primeiro lugar, para deixar as obras respirarem, ao mesmo tempo dando a possibilidade do espaço estar apto a receber todo tipo de obra”, diz Flávia. 

A área foi repartida em dois grandes cubos conectados internamente por uma passarela – o da frente abriga a galeria e, ao fundo, está o Antiquário Três Séculos. Dividido em três andares, o espaço da Roberto Alban conta com um eixo vertical que acompanha a escada e tem 8 metros de altura. A parede da escada foi revestida de vidro de cima a baixo, garantindo a entrada de luz natural sem atrapalhar o intuito de ter o máximo de paredes brancas para expor. 

Externamente, a fachada mimetiza em menor escala o formato dos volumes, com janelas de madeira que avançam para fora e um painel de cobogós. “A nossa ideia foi fazer uma espécie de mural com foco na textura, já que os elementos vazados não são realmente vazados, mas funcionam como um revestimento para a parede”. Além dos três andares, o terraço a céu aberto é também espaço expositivo para esculturas de grande porte. “Em todo processo pensamos a galeria como equipamento cultural para a cidade”, conta a arquiteta.

Foto:Andrew-Kemp

 

Fonte: baboonet.com.br

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