“Frida Kahlo – As suas fotografias”

 

Frida Kahlo, uma das figuras mais marcantes da cultura contemporânea, ganha exposição no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. A mostra, que começou no dia 17 de julho e segue até novembro, reúne 240 fotos do acervo pessoal da artista.

Foto: Divulgação

Com registros especiais feitos por dois fotógrafos profissionais de sua família, o pai e avô maternos, a exposição, intitulada “Frida Kahlo – As suas fotografias”, também reúne registros feitos pela fotógrafa alemã Gisèle Freund, o húngaro Nickolas Muray e até imagens clicadas pela própria Frida.

A exposição é dividida em seis seções e começa pelo retrato dos pais da artista mexicana, seguida por cliques feitos por seu pai na Casa Azul – residência onde moravam os progenitores da pintora no bairro de Cocoyacán, na Cidade do México, que hoje é o Museu Frida Kahlo.

A terceira seção apresenta recortes fotográficos estilizados por ela mesma, onde Frida elimina ou elege alguns protagonistas. A quarta seção é marcada por seus amores com fotografias de amigos próximos, familiares, alguns amantes e Diego Rivera.

Foto: Divulgação

Informações:

Frida Kahlo – As Suas Fotografias
Data: 17 de julho a 02 de novembro de 2014
Horário: terça a domingo, das 10h às 18h
Local: Museu Oscar Niemeyer – Sala 03 – Rua Marechal Hermes, 999 – Centro Cívico – Curitiba – PR

Foto: Divulgação
Frida Kahlo
 
Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderon, conhecida como Frida Kahlo, nasceu no dia 06 de julho de 1907 em Coyoacan, no México.
Em 1925, aos 18, enquanto estudava medicina, sua vida mudou de forma trágica. Frida e o seu noivo Alejandro Gómez Arias estavam em um ônibus que chocou-se com um trem. Ela sofreu múltiplas fraturas, fez várias cirurgias (35 ao todo) e ficou muito tempo presa em uma cama. Foi nessa época que ela começou a pintar freneticamente.
Frida sempre se autorretratou – suas angústias, suas vivências, seus medos e principalmente seu amor pelo marido, o pintor e muralista mexicano mais importante do século 20 Diego Rivera, com quem se casou em 1929, e que ajudou Frida a revelar-se como artista.
Em 1939 fez sua primeira exposição individual, na galeria de Julien Levy, em Nova York, e foi sucesso de crítica. Em seguida, seguiu para Paris. Lá conheceu Pablo Picasso, Wassily Kandinsky, Marcel Duchamp, Paul Éluard e Max Ernst. O Museu do Louvre adquiriu um de seus autorretratos. Em 1942 Frida e o marido começaram a dar aulas de arte em uma escola recém-aberta na Cidade do México. Após muitos altos e baixos, como os três abortos e a relação amorosa rodeada por casos extraconjugais dos dois, seu estado de saúde piorou. Em 1950 os médicos diagnosticaram a amputação da perna e ela entrou em depressão. Pintou suas últimas obras, como Natureza Morta (Viva a Vida).
Na madrugada de 13 de julho de 1954, Frida, com 47 anos, foi encontrada morta em seu leito. No diário, deixou as últimas palavras: Espero alegre a minha partida – e espero não retornar nunca mais.
As obras de Frida possuem uma estética muito próxima ao surrealismo com influência da arte folclórica indígena mexicana, cultura asteca, tradição artística europeia, marxismo e movimentos artísticos de vanguarda. Destacou-se ainda pelo uso de cores fortes e vivas.
Entre suas principais obras estão: “Autorretrato em vestido de veludo” (1926), “O ônibus” (1929), “Frida Kahlo e Diego Rivera” (1931), “Autorretrato com colar” (1933), “Autorretrato como tehuana” (1943), “Diego em meu pensamento” (1943) e “O marxismo dará saúde aos doentes” (1954).

 

Fonte: hypeness/museuoscarniemeyer

 

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