Foz do Iguaçu

 

Foto: Divulgação

 

Nos idos de 60, enquanto o Rio de Janeiro “bombava”  com o charme dos famosos anos dourados, Foz de Iguaçu era uma tímida pequena cidade, com somente duas ruas asfaltadas. Em poucas décadas, a cidade que faz fronteira com a Argentina e o Paraguai se tornou simplesmente o segundo maior polo turístico do Brasil. 

Claro que o salto qualitativo se deu com a construção da usina de Itaipu. Mas as maravilhosas Cataratas do Iguaçu e o Parque Nacional são as grandes atrações naturais. Atualmente as 275 cascatas já foram até batizadas. Floriano, Dedoro, União, Santa Maria são umas das damas de honra da mais grandiosa das cachoeiras – a Garganta do Diabo. A “pomposa” em forma de U tem 150 metros de largura e de uma altura de 82 metros, as águas despencam numa força descomunal, marcando a fronteira entre a Argentina e o Brasil. 

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Este espetacular show da natureza é apreciado de camarote do lado brasileiro, pois no outro território são apenas 19 cascatas e as outras todas no nosso lado. Mas quem deve ter ficado enlouquecido lá atrás, em 1542, foi Álvaro Cabeza de Vaca quando deparou-se com o espetáculo da água esparramada por centenas de cachoeiras colocadas pela natureza lado a lado. Os índios que o acompanhavam, já tinham dado a dica de que iriam chegar à Y(água ), Uassu (grande). Acho que nem sonhando o espanhol poderia calcular a dimensão da cena. 

Àquela época ao redor das cataratas, missões espanholas e jesuítas apossaram-se do paraíso de tribos indígenas – uma grande reserva florestal. Quando em 1916, Santos Dumont apareceu no pedaço, ficou tão deslumbrado que sugeriu que a região pertencente a um particular na época fosse desapropriada e que se tornasse propriedade pública. 

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Dito e feito, em três meses já começaram as desapropriações. A reserva foi aumentada para 3 mil alqueires e o então presidente Getúlio, em uma canetada criou o Parque Nacional de Iguaçu por Decreto. Décadas depois, a UNESCO concedeu ao Parque o título de “Patrimônio Natural da Humanidade ” e ai de quem não respeitar a proteção da região. 

Aos amantes da natureza não há espetáculo maior. Simplesmente estão catalogados 2.257 espécies de borboletas, 200 de aves, 41 de lagartos, fora mamíferos, peixes, serpentes e anfíbios. A grande turma vive no habitat natural – o que restou da nossa mata Atlântica, mas na sua abundante versão original. Atualmente a região protegida é administrada por uma empresa particular e passeios incríveis e emocionantes estão à disposição. 

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Ao turista desavisado, causa espanto ao ver o número de hotéis e resorts que não param de crescer em Foz do Iguaçu. Mas a Orient Express sabe das coisas. Depois de ter se tornado proprietária do Copacabana Palace, tem em suas mãos as chaves do único hotel encravado simplesmente em frente às cataratas. 

Além das maravilhas naturais, Foz fica na esquina do casino e das autênticas churrascarias da Argentina e ao lado da fonte abastecedora da delirante rua paulista 25 de março, a famosa Ciudad del Este. Festa para todos os gostos!

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Comentários 2

  • silvana Schaefer Picanço29/07/2013 em 03:40

    Boa noite.
    Estou pensando em ficar no hotel de vcs na minha próxima viajem à Foz do Iguaçu, até pq minha sobrinha trabalha nessa empresa, a Orient Express em Londres, inclusive vi, ainda nesta semana, fotos de hotéis em Porto Fino, no catálogo que ela trouxe,pois veio em férias ao Brasil, mas precisamente em Florianópolis, onde seus familiares moram e o pai dela tem um estaleiro, atualmente o maior estaleiro do Brasil em navegações de 80 pés.
    No mais , entro em contato p/ fazer as reservas e mto obrigado.
    Abraços Silvana Schaefer Picanço

  • Silvia Helena Ayo28/07/2013 em 10:55

    Estive lá em junho/2013, que lugar maravilhoso, um dos melhores passeios que já fiz até hoje.Se voce não conhece vale muito a pena conhecer..

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