Fim da Plástica?

 

Certa vez, uma produtora de cinema resumiu o que vira na cerimônia do Oscar: “É como estar no museu de cera Madame Tussauds, exceto pelo fato de que estão todos vivos”. Era o ano de 2004 e passada quase uma década, ainda vemos bizarrices no tapete vermelho.

Mas a mesma indústria das celebridades que prega padrões estéticos atingíveis apenas por meio de plástica, começa a se voltar contra elas. Os cineastas Martin Scorsese e Baz Luhrmann se manisfestaram conra o Botox…o que se defende é a volta do look natural.

Um exemplo do novo padrão? A atriz Meryl Streep, bela e com rugas, no alto dos seus 62 anos, numa pele bem tratada e sem manchas. O que se deseja é não destruir a beleza do tempo.

Não há nada de errado em querer atenuar as marcas da idade, e a medicina está ao nosso favor. A chave é evitar mudanças drásticas, principalmente no rosto. O arsenal anti idade já conta com procedimentos menos invasivos, com resultados mais naturais, como a radio frequência e lasers que estimulam a produção de colágeno e promovem rejuvenescimento leve.

“Nas cirurgias, o que se busca é um retorno às próprias formas, um reencontro consigo. Olhar para o espelho e observar traços que não são seus leva a consequências psicológicas desastrosas”, diz a cirurgiã plástica Bárbara Machado, chefe da equipe médica da Clínica de Ivo Pitanguy.

Em apenas dez anos, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o número de cirurgias estéticas realizadas entre meninas de 15 a 18 anos aumentou 1.000%. O que move a indústria das plásticas cosméticas é algo em comum a, praticamente, todos nós: o medo de envelhecer.

Para além do senso estético, trata-se, pura e simplesmente, de aceitação. Mais vale valorizar a história de vida e a maturidade do que ser escravizado por ideais inatingíveis.

 

Foto: Divulgação

 

Fonte: www.harpersbazzar.com

Texto: Anna Paula Buchalla

 

 

Comentários 3

  • AV03/05/2012 em 11:20

    A Natureza e perfeita.Nao eh a toa que a visao com o tempo diminui .rs

  • Cecilia Giffoni23/04/2012 em 03:46

    Realmente a Merrill Streep em Mama Mia nāo podia estar mais à vontade em materia de visual o que inicialmente gerou em mim uma crítica silenciosa , puxa como ela está enrugada ,mas ao mesmo tempo foi um alívio a gente perceber que se pode existir do jeito que a gente é ,mesmo com rugas . É o caso desse artigo . Rugas …. Elas são parte da nossa história mas de vez em quando , se enxergar é dureza ….

  • Renata alves de freitas21/04/2012 em 23:44

    Alto astral

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