Festas Juninas em Maceió

 


Festa junina está para Maceió como o Carnaval está para o Rio. Durante quatro dias só não arrasta o pé quem já morreu.

Bandeirolas “volpianas” invadindo varandas, bares, coqueiros, restaurantes, postes e barracas anunciam a chegada da maior festa folclórica de Alagoas.

Este ano então, com a comemoração do centenário de Luiz Gonzaga, tributos a ele se agregam a incrível festa popular. Baião, forró e estampidos de fogos disputam a sonoridade em Maceió e arredores.

A garotada descolada divide-se em clubes e festas particulares e se esbalda nos rebolados do alegre forró eletrônico. Os que curtem a autêntica cultura popular passam os dias nos arrasta-pés, sob o comando de forrozeiros à la zabumba e seus triângulos.

Grandes espaços aguardam nas arquibancadas, apreciadores dos concursos de quadrilha e no chão todos dançando os forrós cantados por mais das 30 bandas. Cavaleiros do Forró – Inseparáveis do Forró – Danados do Forró – Celebridades do Forró – Debochados do Forró, garantem que nem meio sambinha vai rolar em nenhuma festa junina.

Arraiais estão espalhados por vários bairros, onde circulam 20 trios que são de arrastar multidão. Acompanhando o caráter musical entra em cena muita canjica, muito pé de moleque, muito arroz doce.

Foto: Divulgação

Mesmo hóspedes de alguns hotéis, entram compulsoriamente no pique junino, pois pelos jardins, jogos de quermesse distraem até entrar a quadrilha formada pelos turistas mais animados.

Graças à mistura de costumes das raças, a festa que Portugal trouxe no período da colonização para o Brasil, acabou virando uma forte manifestação de alegria do povo, sobretudo na região do nordeste.

A irreverência típica do brasileiro pisou forte na repaginação da “quadrille” francesa. Esta dança era programada para os quatro pares elegantes que abriam os bailes da corte. Em pouco tempo acabou virando uma enorme serpente de casais que encenam um casamento fictício, com direito à noiva grávida, Juiz, Padre, e tudo mais. Comandando os convidados dançarinos, um marcador vai dando as ordens: olha a cobra… é mentira – a ponte quebrou… quebrou não – olha a chuva… já parou!

Imagino a esnobe Carlota Joaquina vendo as damas nos seus vestidinhos de chita, chapéu de palha na cabeça agarradas nos seus compadres, todos debochando dos seus formais bailes.

Com todo seu ódio por esta terra abençoada, a outra deveria fazer mesmo o tipo perseguida.

Maceió está de parabéns, mas por enquanto Caruaru é a que está consolidada no Guiness, na categoria da melhor festa regional ao ar livre. Belas disputas pela frente irão enriquecer cada vez mais esta festa do povo.

Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Comentário 1

  • Marilena26/06/2012 em 01:34

    Como sempre, você da” ainda mais colorido ao que já tem tantas cores. Alegre como você e’, Maceio’ , com tanto forro’ e tanto baião deve estar te levando ‘a loucura ! Muito interessante saber um pouco mais das nossas tradições .

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