Fernanda Calfat

 

AV – Quando você se descobriu para a fotografia?  

FC – Acho que desde sempre carreguei uma câmera comigo! Herdei o hobby do meu pai. 

AV – Qual a sua primeira experiência gratificante efetivamente na fotografia? 

FC – Na vida pessoal, foi fotografar minhas filhas quando eram pequenas… tenho um armário cheio de fotos, e profissionalmente FOI ver minha primeira foto publicada na World Fashion, sobre a SPFW (São Paulo Fashion Week).

AV – Você teve uma formação técnica?  

Foto: Divulgação

 

FC – Sim, me graduei em Design pela FAAP, depois me especializei na EPA em fotografia avançada e no ICP – International Center of Photograpy em New York  fiz vários cursos de fotografia. 

AV – Considerando que fotografia e pintura se confundem, em que escola você se coloca? 

FC – Para mim a fotografia é arte. Sempre procuro unir as duas, buscando um olhar mais apurado em arte nas minhas imagens, trazendo a fotografia como pintura. Foi este olhar que me destacou e foi por ele que começou meu lado profissional. 

AV – Como sua vida profissional influencia sua vida pessoal?  

FC – Todos acham que tudo aconteceu muito fácil na minha carreira, mas enganam-se. Muitas vezes me via numa encruzilhada com eventos familiares, ou aniversários de minhas filhas, juntamente com trabalhos em outros estados ou país. Sou muito profissional ao ponto de tentar coordenar tudo, mas nunca deixei de estar presente na vida delas, mesmo distante muitas vezes. Virava-me em 20… assistia as apresentações da escola, e saía correndo para o aeroporto. Uma vez, era o desfile de um cliente querido no Fashion Rio às 16h e na mesma noite às 20h em São Paulo, era a crisma da minha filha. 

Fotografei o desfile, deixei a câmera com as fotos com minha assistente para editar e entregar para o cliente, enquanto um taxi na porta com uma mala me esperava. Saí correndo para o aeroporto. Em São Paulo, meu motorista estava me esperando. Troquei-me no aeroporto e segui direto para a Igreja. Cheguei a tempo ainda de fazer as fotos dela. E, para completar, o jantar para família e amigos era na minha casa… no dia seguinte às 6h da manha voltei para o Rio… Assim foram todos estes 14 anos de profissão…

Foto: Divulgação

AV – Você tem clicado coroas charmosos circulando por New York. O que te leva a focar na turma dos mais experientes?

FC – O charme e a autoconfiança em seus estilos. São autênticos. 

AV – Você sente ser flagrante aí em New York a influência do mercado da terceira idade na moda ou é apenas a criatividade dos novos velhos? 

FC – A moda chegou a todas as idades, mas o que mais me impressiona aqui, é que a terceira idade sai de casa para curtir o dia e a noite, vão a shows, bares, parques, restaurantes, sem se preocupar com nada e, para isso, se enfeitam, saem às compras para estarem cada vez mais up to date ao fashion.

Foto: Divulgação

AV – Sabemos que você participa efetivamente do espetáculo integral de um desfile. O que você leva em consideração naquele momento criativo? Quais as suas referências?

Foto: Divulgação

FC – O desfile foi meu começo profissional, e que me emociona a cada dia. O inesperado do que vai acontecer me fascina. Sempre busco um lado artístico em cada look. Um jogo de luz, cores, movimento, olhar do modelo. Já teve desfile que assim que começou a trilha sonora e o primeiro modelo entrou, escorriam lágrimas do meu rosto. Algo inacreditável… A arte é minha referência. Meu background. 

AV – Tendo alcançado êxito total na moda, você tem algum projeto paralelo ou fora deste campo? 

FC – Hoje me dedico muito às campanhas de moda e editoriais, onde posso mostrar mais minha arte e meu olhar. Com a mudança para New York em companhia de minha filha Marie, estou realizando uma nova etapa profissional e pessoal. Reconhecimento internacional e realizando o sonho das minhas filhas. 

Minha filha Marie está começando sua carreira de atriz em NY e minha filha Stephanie acabou de se graduar em gastronomia pelo renomado Le Cordon Bleu em Londres, Le Grand Chef… orgulho total… Com isso, desenvolvi um Blog: Style du Jour onde sob meu olhar, mostro o que é Hot Spot na Big Apple, em shows, restaurantes, exposições, entrevistas, etc. e lógico, meu trabalho. Minhas imagens… minha arte… Assim não fico longe de meu país.

 

Comentário 1

  • fúlvia lima31/07/2013 em 14:36

    adorei , a entrevista…
    que vc continue com esse pique, pq a gente precisa de pessoas assim…bjs

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