Emoção Art.Ficial


Bienal de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural

 

O Itaú Cultural apresenta a sexta edição da Bienal Internacional de Arte e Tecnologia, composta de uma exposição e um simpósio. O evento explora temas associados à presença, cada vez mais disseminada, de sistemas de informação e dispositivos tecnológicos na vida cotidiana, tendo como ponto de convergência as poéticas e as percepções estéticas possibilitadas pelas novas mídias interativas no campo das artes.

Desde 2002, com quase 400 mil visitantes nas cinco edições do Emoção Art.ficial, as mostras não só exibem a arte do nosso tempo, mas também ajudam a fazer a sua história, apropriando-se das novas tecnologias, subvertendo seus usos, desafiando as razões para as quais foram criadas.

A quinta edição da mostra trazia à tona trabalhos nos quais o ciclo cibernético permitia às próprias máquinas apresentarem comportamentos e regras imprevisíveis até mesmo aos seus criadores. Neste ano, no Emoção Art.ficial 6.0, a proposta é criar um “espaço de convivência” voltado tanto para obras realizadas com novas mídias – arte com seres tecnológicos (robôs, organismos sintéticos) e expressões artísticas calcadas em mídias técnicas (computadores, celulares) – quanto para trabalhos elaborados em suportes tecnológicos considerados já tradicionais na arte contemporânea, mais especificamente o cinema e o vídeo.

Nesta abordagem, a realidade técnica não é captada em objetos estéticos específicos, para os quais seria necessária uma especialização, um conhecimento prévio de especificações encontradas em manuais. O método utilizado nos dez trabalhos, de acordo com a proposta, pode ser poético e naturalmente assimilado.

Em uma das obras uma imagem é repetida cortada em várias tiras e, em seguida, é computadorizadamente remontada e recomposta em sua forma original. Outra imagem explora o aspecto lúdico. Os visitantes podem desenhar figuras e escrever frases no teclado e vê-las projetadas em balões de histórias em quadrinhos partilhando seus pensamentos e estimular uma conversação pública.

 

Slice

por George Legrady (Hungria/EUA, 2001)

Foto: Divulgação

 

George Legrady é artista húngaro de mídia digital, radicado nos EUA. Tem vários projetos premiados, como Anecdoted Archive from the Cold War (1993), Slippery Traces (1995), Pockets Full of Memories(2001-2007) e We Are Stardust (2008). É diretor do Laboratório de Visualização Experimental e professor de mídia arte e tecnologia no programa de doutoramento da Universidade da Califórnia.

O instituto traz uma mostra atemporal sobre a produção internacional e local da arte digital e tecnológica, apontando para os novos desafios dessa forma de expressão dentro do cenário da arte contemporânea.

A proposta é criar um “espaço de convivência” voltado tanto para obras realizadas com novas mídias – arte com seres tecnológicos (robôs, organismos sintéticos) e expressões artísticas calcadas em mídias técnicas (computadores, celulares) – quanto para trabalhos elaborados em suportes tecnológicos considerados já tradicionais na arte contemporânea, mais especificamente o cinema e o vídeo.

“É a arte que deve surpreender, não importando se ela faz uso de técnicas mais antigas ou de tecnologias de ponta. Entretanto, não há como negar a existência de novas formas poéticas que advêm dessas tecnologias mais recentes, mais próximas do nosso dia a dia. A surpresa, muitas vezes, está em ver outras finalidades para algo que hoje é corriqueiro”, salienta Marcos Cuzziol, gerente do núcleo de Inovação do Itaú Cultural.

Generation 244

por Scott Draves e Electric Sheep (EUA, 2011)

Foto: Divulgação

 

Scott Draves é artista de “software art” e inventor de trabalhos baseados em código livre, como Flame,Fuse e Bomb. Fundou o Electric Sheep, projeto de computação distribuída, baseado em fractais exibidos na forma de um protetor de tela de computador.

A mostra não pretende arbitrar inter-relações entre a “new media art” e a “mainstream contemporary art”, mesmo porque conexões já estão sendo estabelecidas à revelia de teóricos, críticos e curadores. Na verdade, falar em uma aproximação diplomática entre os dois sistemas de arte é desnecessário e, talvez, até impertinente, já que ambos nunca estiveram tecnicamente separados. A sexta edição de Emoção Art.ficial revela apenas uma tênue demarcação de territórios, sem pretender remarcar, demarcar esse ou aquele universo. Tem, apesar disso, um espírito conciliador e ecumênico. E poético. Mas antes de tudo, contemporâneo.

 

Ethalon / Adhesion Survival Manual

por Federico Díaz (Argentina/República Tcheca, 2012)

Foto: Divulgação

 

Federico Díaz é artista visual tcheco-argentino. De 1990 a 1996, durante seus estudos com o professor Karel Malich na Academia Tcheca de Belas Artes, começou a se interessar por novas abordagens para a arte, baseadas na incorporação de software, som, luz, movimento e tecnologias eletrônicas. Suas primeiras esculturas digitais foram criadas usando tecnologia TDI (Thomson Digital Image). Foi um dos pioneiros no uso de prototipagem rápida no campo da arte.

A mostra fica em cartaz de 30 de maio a 29 de julho de 2012.

 

Fonte: www.emocaoartificial.org.br

 

 

 

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