Economia

 

O mercado financeiro é como um supermercado, que tem em suas gôndolas inúmeros produtos. No mercado os diversos “produtos” visam atender às preferências risco x retorno dos aplicadores de recursos. Há alguns, principalmente os mais jovens que preferem ir atrás de aplicações que acenam com maior rentabilidade, mesmo que apresentem maior risco. Aliás, quanto maior o retorno maior o risco associado ao investimento. Esta é a regra universal.

No Brasil, cabe ao poupador escolher entre diversos investimentos com relação risco-retorno diferentes. De modo geral pode-se dizer que as aplicações de menor risco são a caderneta de poupança e os títulos do Tesouro (emitidos pelo governo). Já as aplicações de maior risco são as ações, oferecidas na Bolsa de Valores.

Não é nenhuma pretensão dizer que os investidores, mais velhos, tendem a preferir menores riscos, pois buscam rendimentos que lhes propiciem uma vida mais tranquila. Com isto abrem mão de aplicações mais lucrativas e mais arriscadas.

Porém entre estes extremos existe uma grande gama de opções. Esta questão é abordada pela Professora Márcia Dessen na Folha de São Paulo do dia 16/4/2012, pagina B8. Segundo ela, mesmo entre os fundos de renda fixa existem variações no risco assumido pelo aplicador. Segundo ela a expressão “renda fixa” induz o aplicador a crer que a renda seja fixa e que não há risco. Diz ela que existem categorias de fundos de renda fixa com estratégias distinta de investimentos gerando riscos e rentabilidades diferentes.

Fundos de Renda Fixa DI

Tais fundos buscam ao oferecer a melhor aderência ao índice de referência, no caso a chama taxa DI, que é a taxa média obtida co os CDIs (Certificados de Depósitos Interbancários) negociados no mercado interfinanceiro. Pode parecer complicado, mas consideremos que os CDIs são títulos negociados exclusivamente entre bancos os Fundos de Renda Fixa-DI, apresentam baixa rentabilidade, pois tendem a acompanhar a taxa básica de juros do mercado, sendo também seguros e adequados para pessoas com perfil conservador.

Fundos de Renda Fixa

Estes fundos buscam rentabilidades superiores à taxa básica de mercado, eles investem em titulos públicos e privados, sendo estes últimos mais arriscados face ao risco de inadimplência, em linguagem popular, de seus emitentes darem o cano. Segundo a prof. Dessen propõe é uma boa opção para aplicadores que podem investir em prazo mais longo ( no mínimo 2 anos) e que tenham menor aversão ao risco.

Renda Fixa Crédito

Tais fundos aplicam mais de 50% de seus recursos em títulos emitidos por empresas privadas o que faz que o risco para o aplicador seja maior. Sua rentabilidade também é maior, para compensar este risco. São indicados para aplicadores que conhecem os riscos associados à carteira de investimentos do fundo e aceitam corrê-los face à perspectiva de maior rentabilidade. Não é recomendado pra pessoas que não gostam de emoções fortes.

Renda Fixa Índices

São fundos que aplicam seus recursos em títulos atrelados à inflação. Sua carteira é majoritariamente composta de títulos públicos (baixos níves de risco) e são aplicações recomendadas a pessoas que buscam proteção contra a inflação. Propiciam ganhos quando a inflação se eleva ou quando as taxas de juros caem. Se a inflação cair ou os juros subirem haverá perda de valor nas suas cotas.

Investimento em Ações

O investimento em ações é o de maior risco, pois o investidor fica sujeito às flutuações do mercado e aos impactos (positivos ou negativos) do desempenho da empresa sobre o preço de suas ações. O investimento em Fundos de Ações é vantajoso pois eles diversificam suas aplicações de modo a diluir o efeito da flutuação de ações especificas sobre o valor das cotas.

Há diversos tipos de Fundos de Ações, com carteiras de maior ou menor risco. Cabe ao aplicador analisar cada um deles.
Mesmo entre as ações a relação risco/retorno varia. Os investidores mais conservadores procuram comprar ações de empresas que tem um histórico favorável de distribuição de dividendos. São as chamadas “ações de viúva”. Dentre estas destacam-se as ações de concessionárias de serviços públicos, mormente dos setores de energia e de comunicações e, no Brasil, de bancos.

Ao analisar qualquer investimento o investidor precisa ter em mente a incidência de imposto de renda sobre eventuais ganhos. Principalmente com relação a investimentos de baixo risco esta avaliação é fundamental. E, no caso de aplicação em Fundos é importante verificar qual a taxa de administração incidente sobre eles. Tal taxa varia muito de Fundo para Fundo.

 

 

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