Dia Internacional da Felicidade

 

Em junho deste ano a Assembleia Geral da ONU, instituiu por unanimidade de seus membros o dia 20 de março como o Dia Internacional da Felicidade, e quer que todos os países possam aderir à comemoração. Segundo a resolução, aprovada consensualmente pelos 193 países membro “A busca pela felicidade é um objetivo humano fundamental”. A resolução recomenda que se observe “o Dia Internacional da Felicidade de forma apropriada, por meio de atividades educativas e de conscientização pública”.  Tal instituição foi uma resposta à campanha diplomática do reino do Butão, pais que constrói um índice nacional de felicidade bruta.  Os politicamente corretos devem estar exultantes com tal resolução tomada em junho deste ano!

 

Foto: Divulgação

 

È bom saber que o Butão, fica nos Himalaia entre a China e a Índia e, sua capital é a cidade de Timphu (também a maior do País), com pouco mais de 50 mil habitantes. O índice de Felicidade Nacional Bruta foi criado em 1972 pelo rei Jigme Singer Wangchuck (reinou até 2006) como resposta a críticas que afirmavam que a economia do seu país crescia miseravelmente. Esta criação assinalou o seu compromisso de construir uma economia adaptada à cultura do país, baseada nos valores espirituais budistas. Diga-se também que no país a venda de cigarros é proibida por lei. Assim como diversos outros valores morais, o conceito de Felicidade Interna Bruta é mais facilmente entendido a partir de comparações e exemplos. Ou seja, ninguém sabe bem o que significa o tal índice! O Butão é o 40º. País da Ásia em termos de Índice de Desenvolvimento Humano. Com a baixíssima renda percapita da ordem de 1500 dólares ano (no Brasil 12500 dólares ano), a economia do Butão é uma das menores e menos desenvolvidas do mundo. Os seus adeptos diriam que isto não importa, pois o Índice de Felicidade Bruta deste país budista, patriarcal e feudal é elevado. E durma-se com um barulho destes! 

 

Foto: Divulgação

 

Até parece que a ONU com tal relevante decisão procura imitar as milhares de Câmaras Municipais, que na falta do que fazer aprovam e modificam nomes de ruas e de logradouros públicos. Agora, além dos diversos dias homenageando profissões, funções, efemérides e eventos diversos, nossos legisladores precisam achar lugar para mais um. O governo, politicamente correto que é poderia propugnar pela inclusão desta comemoração na nossa constituição. Afinal, o que representa um artigo a mais em tão alentado e gongórico documento!

 

Foto: Divulgação

Comentários 3

  • Helena Heloisa02/08/2012 em 18:58

    Entendo que o mau humor do articulista em relação ao FIB – felicidade interna bruta, ou originalmente GNH – gross national happiness , como criado pelo antigo rei do Butão – se refira mais à criação de mais um dia inútil como de resto todos os outros, no que concordo plenamente.
    Quanto ao índice, desenvolvido a partir de um amplo questionário distribuído por todo o reino e cujo resultado da tabulação baseia as mudanças administrativas e investimentos a serem alocados e realocados, pareceu-me uma forma honesta, sincera e extremamente original de governar. Sendo 95% da população fervorosamente budista e sendo o Budismo como praticado ali, uma filosofia baseada em preceitos morais sólidos e passados desde a mais tenra infância, nada mais esperado que de tal sociedade e para tal sociedade não seja possível sustentar-se um estado laico como no ocidente.
    Há uma referência clara à subjetividade do que seja felicidade em seu artigo, o que também é um conceito absolutamente ocidental, sartriano, pelo qual cada um é responsável por seu caminho, ao céu ou ao inferno. Entretanto, comparando-se o Butão ao seu vizinho Nepal, também majoritariamente budista, governado por uma esquerda corrupta que suga em benefício próprio as riquezas turísticas de ter o Everest em seu território, o viajante fica estarrecido e condoído (se tiver coração)com o grau de degradação e pobreza do nepalês, ao passo que no Butão tudo é impecavelmente limpo, o povo se veste igualmente bem em seus coloridos Go e Kia – o traje nacional e suas fisionomias ostentam um sorriso doce, mesmo que desdentado. O governo genuinamente se esforça para alcançar uma democracia – que data de 2008, com a criação do Parlamento ao qual o rei se submete, embora tenha influência sobre ele. O desenvolvimento já conseguido se evidencia nas estradas que abrem seus caminhos, outrora perigosos, pelos vales apertados, ladeados da mais linda paisagem do Himalaia.
    Há, no sentido de comprovação de tal febre desenvolvimentista, alguns livros publicados em inglês, escritos por estrangeiros que se enamoraram do país e de seu povo e que ali estiveram como assessores convidados pelo rei para as mais diversas áreas do fazer humano.
    Vale à pena uma visita, mas antes é preciso pagar-se uma taxa de A$300,00 por dia de sua estada!!!!

  • Ana Boucinhas18/07/2012 em 20:13

    Virei uma amante compulsiva do amantes e reconheço minhas falhas grggrn Mas..sempre em tempo de mandar um abração ao meu amigo virtual,mas com o carinho que amigo de infancia merece,querido.
    Vivas ao Dia do Amigo e do Homem !!!!!!
    Obrigada,amigo pelas palavras,ainda mais por não ter vindo nenhuma bronca sobre a minha fugida do front.Mas…aguarde recaidas rs

  • Mozart Guariglia de Oliveira18/07/2012 em 19:59

    Esperei mensagem sua, Aninha, no Dia do Amigo, não veio. Esperei de novo no Dia do Homem, também não veio…Por certo porque tb nada te mandei no Dia da Felicidade que nem sabia que existia! Sendo assim, mesmo fora dos dias que são sempre somente datas…que seja sempre muito feliz e que receba sempre o melhor que a vida pode dar. Tudo aqui é muito bem bolado, bem feito e de extremo bom gosto o que me deixa muito orgulhoso de você!
    Abraço fraterno

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