Dia internacional da felicidade

 

Aos menos antenados, como eu, causou estranheza a ONU ter incluído no calendário a ser seguido pelos seus 193 Estados-membros, o dia Internacional da Felicidade.

Maior estranheza ainda por ter surgido a proposta do pequeno Butão, reino incrustado no Himalaia, entre a China e a Índia.

Na medida em que os dados fundamentadores foram aparecendo, meu espanto foi desaparecendo.

Com efeito, há exatamente 40 anos atrás, o então rei de Butão, baseado no sistema de valores moldados pela sua milenar cultura, afirmou em uma entrevista, ser a felicidade interna bruta (FIB) mais importante para o mundo do que o produto interno bruto (PIB).

Foto: Divulgação

Durante estas décadas, milhares de pesquisas para estudos acadêmicos  sobre o tema, foram realizados. Para se ter uma ideia, em 2002, o economista Daniel Kahneman simplesmente recebeu o Prêmio NOBEL de Economia, graças ao estudo cientifico da felicidade. A nova ciência hedônica dá trato às fontes da felicidade.

O espantou desapareceu por completo frente a dados impressionantes. Enquanto a fome pelo consumo aumentou três vezes o PIB dos EUA, o número de suicídios entre jovens triplicou, os crimes violentos quadriplicaram e a população carcerária quintuplicou.

Desacostumados com as técnicas orientais que levam ao bem-estar físico, mental e emocional, o interesse científico gerou buscas em correlatos fisiológicos e detectaram o grande vilão – o cortisol.

Este hormônio tem por finalidade ajudar o corpo a reagir ao estresse e a mudanças. Quando o stress supera o nível da normalidade, o cortisol aumenta consideravelmente, provocando um verdadeiro caos no organismo.

Cientistas do mundo inteiro vêm comprovando que baixos níveis deste hormônio, promovem a sensação de bem estar, afastando as emoções negativas.

Os orientais ha séculos possuem a fórmula para equilibrar o organismo, mesmo desconhecendo o tal do cortisol. Atualmente massagens, yoga, meditação e relaxamento comprovadamente são técnicas que afastam o stress e consequentemente reduzem o nível do cortisol.

Foto: Divulgação

Mas, o que esta provocando a avalanche de estudos sobre a felicidade, ate então considerada uma obsessão burguesa e um mero sintoma do egocentrismo ocidental?

Segundo conclusões cientificas, pessoas felizes são mais saudáveis, vivem 9 anos a mais, são mais criativas, tem mais sucesso profissional, mais autocontrole, liderança e competência para lidar com situações adversas, renda maior, mais amigos, apoio social mais forte. Com tantos mais, aumentar o nível da felicidade das pessoas é de fato uma meta científica e social que torna plenamente confiável o peso dado pelo rei do Butão a felicidade interna bruta.

Aos interessados, a norte-americana Susan Andrews, formada em Harvard, coordena no Brasil o movimento Felicidade Interna Bruta (felicidadeinternabruta.org.br).

Através de seu programa – Felicidade para Todos – embasado na ciência hedônica, ela promove o bem estar por meio do gerenciamento do stress.

 

Comentários 4

  • Cássia Daisy Balaró21/03/2013 em 13:33

    Amiga que texto envolvente, expressivo, pleno e apaixonante!!! Extremamente esclarecedor e informativo!!! Que riqueza de texto e conteúdo!!! Excelente!!!! Bjsss recheado de muitaaaaaaaa Felicidade Bruta!!! Cássia

  • Clara Torres21/03/2013 em 08:23

    Que matéria linda!!! Amei e adoro os textos da Ana Boucinhas!!! beijos

  • Ana Boucinhas09/09/2012 em 16:12

    Somos privilegiadas,amiga,por termos nascidas programadas para sermos feliz.

  • Elizabeth Valente08/09/2012 em 16:12

    Aninha, bela matéria. Mesmo sem saber de tudo que consta nesta matéria, o meu lema sempre foi SER FELIZ.
    Parabéns, mto bem elaborada. bjos

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