Dia das Bruxas

por Maria Eugenia Cerqueira

 

Daqui a alguns dias comemoraremos mais um Halloween ou Dia das Bruxas. Com raízes pagãs, a festa foi se alterando até chegar aos nossos dias, com fantasias de bruxas e caveiras, abóboras iluminadas e muitos doces distribuídos para as crianças, na base do “doce ou travessura’.

Segundo alguns historiadores, entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro era realizado um festival na Europa, nos países celtas, que marcava o fim do verão. Era o início das noites mais longas, do tempo mais sombrio, onde o sol se mostrava frio e a terra iria se aprontar para cobrir-se de branco, durante o inverno. A associação entre o frio do tempo e o cadavérico, é inevitável. Halloween cultuava os mortos e os antepassados e lembrava às pessoas a própria mortalidade.

Durante minha infância, estudei num colégio de tradição americana que nesta época do ano organizava festas e desfiles à fantasia, havendo inclusive um concurso, para premiar os que mais se destacassem com seus disfarces. Era uma grande farra, que guardo carinhosamente em minha memória.

 

Brincar alimenta nossa criança interior

O tempo passa, aparecem as obrigações e cuidados com o próprio sustento e as festas passam para segundo plano. Mas as lembranças não morrem.
Revivi o encantamento desta festa, muitos anos mais tarde, com meu primeiro neto, Jorge. Não sei onde descolamos uma fantasia de múmia perfeita, em que algumas faixas ficavam propositadamente dependuradas, como se estivessem se desenrolando, que fez enorme sucesso. Hoje com dezoito, à época deveria estar em torno dos quatro anos, causou sensação. O riso era inevitável quando se movia com aquela roupa que parecia estar se desmelinguindo, se decompondo.

Abóbora enfeitada para o Dia das Bruxas pelo neto da Maria Eugenia

Considerando que ”o que se leva da vida é a vida que se leva”, acho muito divertido e até mesmo culturalmente importante, incentivar a preservação destas festas populares, produto da mescla de inúmeras tradições.
“Trick or treat”? Sugiro aos leitores de nosso portal que animem-se e organizem as crianças de seus prédios, ruas ou condomínios para que se divirtam, disfarçando-se de caveiras, bruxas e monstros, mantendo viva esta festa . Vão afastar-se dos computadores, tablets e smartphones, entrando em contato com gente de verdade, tendo oportunidade de conhecer quem mora ou está à volta. Depois, vão ter muito o que contar e a vida vale quando se tem boas memórias.

Gipsy, a porca-pet da Maria Eugenia, fantasiada para o Dia Das Bruxas

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