Dia da Mulher: o que vem a ser isso?

 

Quando pensamos que hoje, uma em cada quatro mulheres no mundo sofreu, sofre ou sofrerá agressões físicas e que a maioria de seus algozes permanece absolutamente impune, qual a atitude a tomar nesta data? Sendo esta a proporção, olha-se em volta e tem-se a certeza de que alguém ao alcance da vista encontra-se nessa situação.

O silencio, a vergonha e o constrangimento femininos encobrem muitos crimes. Junte-se a esses sentimentos, o que é cantado em verso e prosa: o amor – amor bandido, salafrário, covarde e doentio, mas ainda assim, “amor”.

Brincando, o povo diz que o homem pode não saber por que está batendo, mas a mulher sabe por que está apanhando… “Ridendum castigat moris” (rindo, criticam-se os costumes) diziam os antigos… o que seria cômico, não fosse a realidade tão trágica – estupros, apedrejamentos, cativeiros, mutilações físicas ocorrem diuturnamente, pelo mundo todo.

A mulher sempre foi alvo da agressividade do homem, condição ignorada e até mesmo aceita por diferentes grupos sociais. Pior que torturas físicas, outras há que deixam o corpo ileso, mas a alma destroçada por pressões e imposições psicológicas.

Desde os primórdios, a mãe é responsável pelos cuidados da prole, ficando em casa, enquanto o marido ou companheiro se responsabiliza pelo sustento da família. Não tendo condições nem, por vezes, qualificações para exercer outras funções, a mulher submete-se ao jugo do parceiro, incapaz de sublevar-se.

Quem traz o pão, tem sempre razão. Os filhos estão em primeiro plano – fugir? Para onde? Com o que? Melhor conformar-se e ir levando, a trancos e barrancos, “até que a morte os separe”.

Não, dirão algumas vozes: as mulheres estão ocupando cada vez mais postos no mercado de trabalho. Mulheres presidentes, ministras, senadoras, políticas, profissionais liberais… Quem diria se faz tão pouco tempo que começaram a votar? Pura verdade, nos grandes centros, principalmente do Ocidente.

Voltadas, no entanto, as atenções para o resto do mundo, para o interior de países em desenvolvimento, em qualquer continente e para sociedades distintas, a organização social favorece o homem.

Então, Dia da Mulher: o que vem a ser isso? Para quem tem o privilégio de não ter passado por nada do que foi aventado ou que conseguiu superar situações adversas, é o dia em que se deve olhar em volta e estender a mão àquelas que precisam de apoio e de resgate.

É o dia de apoiar grupos de trabalho que se dedicam a mulheres carentes, ainda que só com palavras de incentivo e apoio. É o dia de divulgar o quanto é relevante o papel da mulher no mundo. Dia de se abraçar e dizer bem alto: EU MEREÇO UMA HOMENAGEM!

Foto: Divulgação

 

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