Cinema 4D

 

Da tela plana à quarta dimensão! 

Um cartão postal em movimento, com duração de 50 segundos foi o meio de expressão de enorme impacto na era da modernidade. 

Foto: Divulgação

Os irmãos Lumiére, em dezembro de 1895 apresentaram em um dos salões do Grand Café de Paris, o recém descoberto Cinematógrafo. 

“L árrive d ´un train en gar de La Ciotat” é o nome da produção que levou 33 expectadores assistirem  a uma cena passada na estação de La Ciotat. 

Um carregador aproxima-se da câmara e um trem vindo de Marseille aparece em movimento, parando na estação. Uns passageiros desembarcam e outros se preparam para entrar. Ah, tinha uma senhora no meio também. THE END. 

Nenhuma comprovação efetiva, mas fortes boatos espalharam a noticia de que no momento em que o trem aparece na cena, a maioria dos presentes saiu em disparada para o fundo do salão, apavorados com a possibilidade de se tornarem vitimas de um eventual descarrilamento. 

Hoje, na era do cinema 4D, não existe a menor possibilidade de se repetir a corrida provocada por um mero reflexo, pois os espectadores provavelmente estão atrelados a cintos de segurança nas suas cadeiras. 

Foto: Divulgação

A proposta é estimular as sensações de quem está assistindo ao filme, fazendo-o participar realisticamente das cenas apresentadas em quase duas horas consecutivas. 

São mais de 20 os estímulos provocados na platéia. Do borrifo de água, a odores pertinentes às cenas, passando por subidas e quedas nas poltronas, ondas de vento, de calor, de frio… 

Em São Paulo, o recém inaugurado shopping JK deu início à nova era apresentando o filme Prometeus. O próximo será em Curitiba, no Pateo Batel. 

Mas a rede mexicana Cinépolis pretende faturar muito no Brasil, pois o custo de cada sala é de 4.5 milhões de reais. Também, para que os  sentidos sejam estimulados, haja ventilador, raio laser, aromas e borbulhas, sem falar nas cadeiras que devem chacoalhar subir e cair durante a apresentação do filme. 

Por enquanto são 30 as salas no mundo onde a turma da poltrona tem que levar lenços para se enxugar, colírio para acalmar a vista da fumaça, escova para arrumar os cabelos depois da ventania etc.

Como a ideia veio da Korea do Sul, por lá a garotada já está se divertindo com o Avatar em 4D. A idéia não é ir ao cinema, mas participar do filme.

Foto: Divulgação

Que  os produtores não se entusiasmem muito, pois ir ao cinema com mochilas cheias de casacões, guarda-chuvas, gorros e capas, pode passar a ser um programa um pouco cansativo.

Mas o que impressiona mesmo é o salto da tecnologia!

O filme apresentado em tela plana por 50 segundos causou o maior alvoroço. Agora são quase duas horas com seres saindo da tela, coisas se mexendo embaixo dos pés e os expectadores não se levantam nem para irem  comprar pipoca.

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