Caveiras na moda

 

Góticos, punks e rockers, concorrendo com os piratas medievais, assumiram o símbolo da caveira como se fossem seus proprietários originais.

A partir de 2008, o estilista britânico Alexander Mc Queen entrou na disputa, estampando nos lenços que enrolavam pescoços famosos como a de Cameron Dias, as tais caveirinhas.

Foto: Divulgação
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Mark Jacobs e Louboutin deram força ao tema, popularizando a caveira em suas coleções e no Brasil o “antenado” Alexandre Herchcovitch espalhou em suas camisetas, bolsas e casacos as brilhantes caveiras. Tal tendência levou a indústria de moda a apostar nelas e neste verão de 2013, a macabra figura virou hit nas lojas de grife.

Para uns, a caveira simboliza o renascimento com todas as suas implicações filosóficas. Para muitos, o modismo é oriundo da cultura mexicana que enaltece com alegria o morto. Aos mais assustados, a figura associa-se à morte, provocando pavor.

Particularmente acredito ter um significado muito mais amplo e perfeitamente ajustado ao novo período anunciado pelos astrólogos – o da fraternidade.

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Despojada de qualquer elemento que não o ósseo, na caveira não se distinguem raças, sexo, condição social, econômica ou religiosa. Todas são iguais dentro da mesma mortalidade. O caveirismo a meu ver torna-se assim, uma apologia à paz mundial, valorizando a importância do respeito ao próximo o que é muito bem-vindo.

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A consultora de moda Milla Mathias atribui á estampa uma jovialidade que pode ser usada por mulheres de qualquer idade. Constanza Pascolato, um ícone da elegância, usa com estilo, colares e pulseiras com mini caveiras neles pendurados.

A febre toma uma proporção tão grande, que mesmo homens maduros usam com charme camisetas ostentando caveiras. Os meninos adoram as mochilas com caveiras e até a Hellow Kitty já ganhou seu mimo de caveirinha.

Interessante é que não apenas na moda, mas o símbolo inseriu-se na arte também. O crânio cravejado com 8.601 diamantes feito pelo artista Damien Hirst ao desenvolver uma peça para a Levi’s, custou 14 milhões de libras. Hoje a peça está em exibição na White Club Gallery de Londres e avaliada em 50 milhões de libras.

Mesmo para quem não curte o modismo, a sugestão é unir-se em torno do significado e ostentar ainda que discretamente, o entendimento de que todos somos realmente iguais.

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