Cannes 2012

 

“Cannes é um bem coletivo que cada um de nós, onde quer que se encontre e à sua maneira, constrói pedra a pedra, ano após ano. Solidamente fixada na sua história, Cannes pretende ser acolhedora face às novidades. É por isso que o festival é o nosso festival”.

Thierry Frémaux

Foto: Divulgação

Desde as suas origens, o Festival de Cannes é fiel à sua vocação fundadora: revelar e valorizar obras para servir a evolução do cinema, favorecer o desenvolvimento da indústria do filme no mundo e celebrar a 7ª arte a nível internacional.

O Festival está muito atento à descoberta de novos talentos e a servir de trampolim à criação. O desenvolvimento de “Cannes curta-metragem” vai nesse sentido. Já foram implementadas várias ações destinadas ao apoio dos talentos do futuro: a Caméra d’Or recompensa o melhor primeiro filme apresentado, quer seja na Seleção Oficial, na Quinzena dos Realizadores ou na Semana da Crítica.

Quanto à Cinéfondation, que apresenta filmes de escolas de cinema no âmbito da Seleção Oficial e organiza igualmente a Résidence e o Atelier, constitui um observatório sobre as tendências do cinema de amanhã.

Os filmes selecionados e os profissionais credenciados no Festival vêm de todo o mundo e a cobertura mediática do evento é internacional. Por outro lado, o Festival de Cannes oferece a todos os países produtores de cinema a possibilidade de apresentarem a riqueza da sua cinematografia no âmbito da Village International, que contava com mais de 40 países em 2011.

Para continuar a encorajar esta dimensão, seis novos idiomas foram adicionados ao site oficial em 2010. Além do francês e do inglês, os cibernautas podem agora seguir a manifestação em espanhol, português, chinês, japonês, árabe e russo.

O Festival de Cannes apoiou-se desde cedo no seu Mercado do Filme para promover a dupla natureza do cinema: cultural e econômica. Hoje em dia com mais de 10.000 participantes e 4.000 filmes, é o primeiro mercado do mundo e contribui para o dinamismo da indústria mundial do cinema. É indissociável do Festival no sentido em que favorece também o encontro e oferece aos profissionais credenciados serviços e ferramentas visadas que lhes facilitam a partilha, a negociação e a descoberta.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A carreira de um filme e a reputação de um autor assenta antes de qualquer coisa na recepção que têm nas salas. Apesar de reservado aos profissionais, o Festival está atento a esta realidade e prepara-se para adaptar melhor a recepção que faz aos cinéfilos.

Em 2011, o filme de abertura saiu nas salas francesas no dia da sua apresentação em Cannes e a cerimônia de abertura foi difundida nos cinemas para que os espectadores possam viver em direto a noite de lançamento do Festival.

Em Cannes, o Cinema da Praia, sala sem paredes, propõe um filme todas as noites e por várias vezes, desde 2010, em estréia mundial, no âmbito de uma programação temática. Trata-se de projeções ao ar livre, abertas a todos, que representam uma forte ligação com o público.

O Festival está solidamente enraizado na sua história, mas está também muito atento a receber o que seja novo e original. Ao longo dos anos, evoluiu procurando preservar os seus valores essenciais: a cinefilia, a descoberta de novos talentos, a recepção dos profissionais e jornalistas provenientes de todo o mundo, de modo a contribuir para o nascimento e a difusão dos filmes.

Durante a 65ª edição, nos próximos dias 16 a 27 de Maio, vão nascer projetos, vão transmitir-se experiências, vão encontrar-se culturas: é também esta efervescência que faz do Festival de Cannes o reflexo da sua época.

Foto: Divulgação
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O glamour não revelou todos os seus segredos. O Festival de Cannes, frequentemente descrito como o templo do glamour, dedica-lhe uma vasta exposição no Palais. Esta será acompanhada por um livro de Dominique Païni que interroga todas as facetas do glamour. Aos clichês míticos das divas dos anos 20 ou das estrelas da idade de ouro de Hollywood estão associadas imagens mais inesperadas.

Foto: Divulgação

“… Prazer do brilhante, o glamour depende da luz cuja agitação das partículas molda os corpos. Ímpeto escultural é paradoxalmente sensualidade em movimento. Transitória, apesar de estar ligada à imortalidade: desencadeia o mito e acende as estrelas…”

Dominique Païni

 

Fonte: www.festival-cannes.fr

 

Comentário 1

  • Carmen Bressane23/05/2012 em 09:41

    E neste ano de 2012 o Brasil é o grande homenageado ! Destaque para o documentário sobre o nosso grande maestro Tom Jobim.

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