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                 Jubileu de Diamante

Foto: Divulgação

 

O mundo assistiu emocionado ao Jubileu de Diamante da Rainha Elizabeth. Ao vê-la na clássica saudação final da sacada, romanticamente sentimos que ela não é só a Rainha da Inglaterra, mas a rainha de todos nós.

Nestes seus 60 anos de majestade, a geração baby-bommer, independente de nacionalidade, vivenciou a história passo a passo. Revoluções políticas e comportamentais, entra Papa, saem Papa, Presidentes se alternam, homens vão à lua, grandes desastres, entrada triunfal da era da informática e a Rainha sempre acenando da mesma sacada… Crescemos e amadurecemos sob a figura heráldica acompanhando sob as nossas vistas, todas as evoluções.

Provavelmente sensibilizada pelo deslumbramento do ritual, seu aceno na majestosa festa, soou-me como uma benção a todos nós, seus súditos por tabela.

Para sair da comoção, um pouco da história da menina que veio ao mundo predestinada a ser a Rainha da Inglaterra.

No dia 21 de abril de 1925, nascia Elizabeth Alexandra Mary, mas oficialmente seu aniversário é comemorado num sábado de junho. Coisas de Londres…

O filme “O discurso do Rei” retratou a ascensão do seu pai ao trono, quando então ela começa a ser preparada para exercer seu futuro papel de Rainha. Com apenas 13 anos, já se apaixona pelo futuro marido, Philip, mas demorou em ter a benção da mãe por sua escolha.

A garota de 14 anos estréia seu contato com os futuros  compromissos reais, fazendo um discurso pela BBC dirigido às crianças sem gaguejar “Milhares de vocês neste país tiveram que deixar suas casas e se separar de seus pais e mães… enviamos uma mensagem de compaixão, ao mesmo tempo em “que gostaríamos de agradecer as pessoas carinhosas que receberam vocês nas casas e no país delas.”

Acompanhando seu tempo, aos 19 anos tira sua carteira de motorista e até hoje dirige quando está em um dos seus castelos.

Aos 22 anos, num vestido de seda chinesa e com uma coroa de ouro com safiras e turmalinas, casa-se com o sonhado Príncipe Philip, filho do Príncipe Andrew, da Grécia. Cerimônia real na Abadia de Westminster, com a presença de 8mil convidados e 25mil presentes ganhos. Três anos depois, estava o casal no Quênia, quando recebe a notícia da morte do Rei.

Em 06/02/1952, na mesma Abadia em que se casou, houve a cerimônia da coroação, aliás, primeiro grande evento televisionado. Do real enlace uma bela descendência – quatro filhos, oito netos e dois bisnetos.

As funções reais são desempenhadas não apenas na Inglaterra, como também nas 54 nações independentes que fizeram parte do Império Britânico.

Sob reverência, um pouco da intimidade da Rainha Elizabeth, nos últimos 60 anos. Ofereceu banquetes para mais de 50mil convidados, nas festas de fim de ano, aos funcionários de Buckingan já distribuiu 90 mil pudins.

Foto: Divulgação

Do Presidente de Camarões ganhou o presente mais inusitado – um elefante de 7 anos!

Quatro “personal stylists” foram às responsáveis pelos seus trajes neste período onde usou 5mil chapéus e aprovou 35 mil atos parlamentares. Teve 30 cachorros da mesma raça (Corgl) e foi retratada oficialmente 129 vezes. Conferiu 404mil e 500 prêmios e honras.

Recebeu mais de 3milhões de correspondências onde realizou 261 visitas oficiais, em 116 países. Da pequena Ilha do Coco, com 600 habitantes à China com mais de 1 bilhão.

Sua prima Margaret Rode noticia que a Rainha curte um tomar um Dubonnet com uma fatia de limão antes do almoço e adora corrida de cavalos. Os 5.300 casais de cisnes brancos do Reino Unido pertencem oficialmente a ela.

Apenas uma vez foram vistas em público lágrimas no seu rosto – no atentado de 11 de setembro.

Saúde de ferro submeteu-se somente a duas operações no joelho. Na sua marca registrada a pequena bolsinha pendurada no braço, carrega: batom, espelhinho, lenço de papel, caneta, óculos para perto e… balas de menta.

Comentários informais podem ser encaminhados às suas páginas no Twitter e no Facebook. Aliás, a rainha enviou seu primeiro e-mail em 1976, de uma base do Exército. Mas caso alguém queira ser um dos escolhidos para merecer uma eventual deferência pessoal, pode enviar uma convencional carta a um dos seus palácios, mas atenção à formalidade. Deve no final, qualificar-se como… um servo humilde e obediente de Sua Majestade.

Que God dê muitos anos para a Rainha Elizabeth, demorando ainda o dia em que o Hino Nacional Inglês passe a constar na sua primeira estrofe, God save the King.

Foto: Divulgação

 

 

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