Brigitte Bardot

 

Num documentário sobre a Rainha Elizabeth, alguém de peso ressaltou ser a Inglaterra um País que tem a sorte de ainda ter um ídolo. Verdade, como é bom ter alguém que você admire que despertando sua paixão, sirva de exemplo em alguma coisa.

Os sociólogos estão aptos para justificarem a causa de um ídolo de hoje ser equiparado a um cometa. Muito estardalhaço, muito brilho, mas por muito pouco tempo. A nossa falta de humildade deve ser uma das causas que não nos permite mais copiar alguém, sei lá.

Por sorte, ainda vivenciei o tempo em que existiam ídolos que duravam bem mais do que os 15 minutos de hoje.
Num mergulho lá atrás, tenho a sensação de que a influência da Brigite Bardot acompanhou por séculos a minha juventude.

Não era o seu “modus vivendi” o fruto da admiração. Eram as suas roupas super charmosas, seu maravilhoso cabelo o que me encantava.

Nas revistas semanais da época, invariavelmente estava ela lá, com seus vestidos de algodão xadrez com detalhes de bordado inglês que só mudavam de lugar. Ora no decote, ora nas alças, ora nos bolsos, na barra…

As matérias em si, pouca importância tinham. Os olhos abstraiam o conteúdo e ficavam lá, vidrados só na forma. Os sapatos, as bijus, as roupas, fora e o descontraído cabelo que presos despreocupadamente, deixava madeixas jogadas em total liberdade, eram o interesse maior.

Claro que no imaginário coletivo das garotas, era a fuga do convencional o que dava a ela o brilho especial. Nossas mães permaneciam com o visual comportado e de repente, surgia um novo tipo dirigido só á nós, jovens.

Posso estar enganada, mas acho que foi a última personalidade que realmente ditava a moda que durava.

Mas ela retirou-se muito cedo de cena, deixando apenas gostosas lembranças em todas da mesma geração.
Para a turma que absorvia o conteúdo, ela continua liderando, como exemplo de defensora pública numero um dos animais.

Tudo bem que resolveu se isolar em Saint-Tropez, cuidando das focas, brigando pelos direitos das baleias, dos micos-leões dourados. Belo exemplo a ser seguido mesmo.

Mas para as que se imaginavam terem nela a imagem a ser copiada para sempre, tremenda frustração. Ela abusou do direito ao exagero no desleixo do visual. No rosto, normalmente aparecem as rugas do tempo, que vão sendo disfarçadas aqui, tiradas umas ruguinhas ali. No dela não. Se puder ser olhado com lupa, nele estão apontados TODOS os dias da sua vida.

A única coisa que permaneceu igual foi o seu descontraído cabelo, mas tão desatualizado quanto o das nossas mães à época em que a então charmosa BB nos diferenciava delas.

Como seria bom se ela ressurgisse das cinzas, desse uma bela esticada no rosto, passasse uns dias em N.York, desse um belo corte no cabelo e reaparecesse gloriosa para as suas meninas (sic) não se sentirem mais tão traídas.

Mas uivos, mugidos e grunhidos falam mais alto para esta hoje tremenda ativista. 

Foto: Divulgação

 

 

Comentário 1

  • Isabel Cardoso14/04/2012 em 16:41

    Acho que devemos respeitar as pessoas que, como ela, têm prioridades diferentes das nossas. Se ela resolveu deixar sua “casca” refletir a intensidade da vida vivida na juventude, por que não? Não se importar com a opinião alheia é um ganho que alguns adquirem na maturidade e que faz muito bem. Mostrar como ela, sem pudores, a decadencia fisica, denota um lado espiritual extremamente desenvolvido. Não é para qualquer uma. Só para as muito bem reslvidas. Na minha opinião, claro.

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