Alimentação…

 

Alimentação Saudável melhora a qualidade de vida após os 60 anos – Nutricionista da farmácia Desejo Saúde comenta a importância dos cuidados nas refeições. 

Aproveitar ao máximo o melhor que a vida tem a oferecer é a vontade dos seres humanos de todas as idades. Por isso, ter saúde na terceira idade e colher os frutos de uma trajetória bem vivida é uma verdadeira conquista. As medidas relacionadas à alimentação saudável tornam-se pilares indispensáveis que garantem os índices nutricionais de que as pessoas acima dos 70 anos necessitam, de acordo com as necessidades específicas e sem deixar de lado o sabor. 

O ritmo do envelhecimento é particular, ou seja, varia de pessoa para pessoa. Estabelecer rotinas saudáveis no cotidiano desde a juventude gera benefícios que revertem como diferenciais conforme a idade avança. Fugir do sedentarismo e controlar os hábitos alimentares são fatores básicos para a boa qualidade de vida. Procedimentos que vão desde a compra de alimentos frescos, o correto armazenamento e higienização dos alimentos até o sentar-se à mesa com calma e na companhia da família fazem toda a diferença.

Foto: Divulgação

A nutricionista da farmácia Desejo Saúde, Alessandra Rocha, afirma: “As refeições exigem um planejamento específico para atender às particularidades de cada idoso. Mesmo quem tem saúde de ferro costuma ter recomendações médicas preventivas já desde fases anteriores, no sentido de limitar o consumo de gorduras, açúcar e sal (sódio). Por isso, na terceira idade, a consulta aos rótulos das embalagens e às tabelas nutricionais sempre leva às melhores escolhas. É preciso empreender certo policiamento para seguir corretamente uma alimentação balanceada e evitar complicações médicas.” 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que a partir dos 60 anos a necessidade de energia é reduzida em 5% a cada década devido à diminuição do metabolismo basal, isto é, a quantidade energia que o organismo utiliza para manter suas funções vitais em repouso. Na terceira idade, o acompanhamento médico e nutricional é fundamental. “Comer a cada três horas é recomendado para qualquer pessoa, independente da idade. No caso dos idosos, o consumo de alimentos ricos em cálcio, como laticínios, no café da manhã e em lanches saudáveis durante o dia é de extrema importância, para prevenir a osteoporose. Já nas principais refeições – almoço e jantar – o ideal é investir na tradicional combinação de arroz com feijão com proteínas magras e manter a diversidade de legumes, verduras e frutas. A ingestão de água precisa ser constante e devem-se evitar frituras, doces e alimentos gordurosos”, Alessandra afirma. 

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São comuns entre os mais velhos, queixas relacionadas ao mau funcionamento intestinal, renal, colesterol alto, diabetes e problemas cardiovasculares. Vale seguir as recomendações nutricionais para cada caso específico para que a alimentação sirva de auxiliadora dos tratamentos médicos. 

Os alimentos com alto teor de antioxidantes costumam receber atenção na elaboração de uma dieta para a terceira idade. A nutricionista da Desejo Saúde explica que eles atuam na preservação dos tecidos e vasos sanguíneos, prevenindo doenças e aumentando a imunidade. “Os efeitos antioxidantes dos alimentos inibem os radicais livres, que são moléculas que aceleram o processo de envelhecimento. Comer frutas, verduras e legumes em abundância, e não como mero acompanhamento, é a melhor maneira de aumentar essa ingestão”, esclarece Alessandra. Dentre as fontes de antioxidantes estão a cenoura, beterraba, abóbora, batata doce, manga, mamão, damasco, as frutas cítricas (limão, laranja, acerola), brócolis e espinafre. 

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Com a idade o consumo de líquidos deve ser priorizado para compensar essa perda gradual do organismo e evitar a desidratação. Os alimentos também contribuem para a reposição de líquidos, sobretudo as frutas, mas ainda assim a ingestão de água fresca e pura deve ser estimulada. Na maioria dos casos, a recomendação diária adequada para adultos e idosos é de cerca de 2,5 litros, o equivalente a 8 a 10 copos. Essa quantidade permite a manutenção das funções regulares do organismo e a eliminação natural de toxinas através da urina e do suor.  

É importante ressaltar que as escolhas alimentares são individuais e o que é bom para um pode não ser adequado para o outro, também por uma questão de gosto pessoal.  Por isso o correto é buscar orientações profissionais para esclarecer dúvidas e saber se a alimentação seguida está correta.

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Por CECILIA LORETO MACK

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