“Alcatrazes”

 

Arquipélago dos Alcatrazes

Foto: Divulgação

Oásis de vida no litoral norte de São Paulo, unidade de conservação e possível Parque Nacional Marinho é fonte de pesquisa e imagens inéditas feitas por Cristian Dimitrius e Fernando Clark registradas na obra “Alcatrazes”.

Poucos conhecem a belíssima região localizada a 45Km de São Sebastião, o Arquipélago dos Alcatrazes. Para os privilegiados que podem visitar essas ilhas, entretanto, adquire ainda mais magia e mistério na medida em que as descobertas sobre sua fauna e flora singulares se desvendam.

O livro “Alcatrazes” retrata a história, os tempos, os singulares habitantes e as ameaças que rondam esse repositório de biodiversidade e laboratório da evolução dando força as razões para a campanha em curso para transformar o arquipélago em Parque Nacional Marinho e, enfim, reconhecer seu inestimável valor para o Brasil e para o planeta.

“Alcatrazes é um Arquipélago muito rico, com belezas em cima e embaixo d’água e fotografar tudo isso foi um grande desafio. Realizamos três expedições e em todas elas aproveitei cada segundo para explorar ao máximo e registrar tudo que os meus olhos podiam captar”, descreve Cristian Dimitrius.

Foto: Divulgação

À distância, vistas da costa envolta na leve bruma da manhã, as silhuetas das ilhas e rochas que se erguem do mar compondo o Arquipélago dos Alcatrazes intrigam o observador e despertam, com seu ar misterioso, a ancestral curiosidade humana sobre o distante e o desconhecido.

“Logo no início pude notar que a natureza mais uma vez fizera sua parte. O lugar é lindo e nos restava conseguir retratar toda sua beleza. Em nossa primeira expedição entendemos que não seria tarefa fácil, por conta das inúmeras dificuldades que teríamos que transpor. Após muitas viagens para Ilhabela chegamos a este belo resultado”, reconhece Fernando Clark.

O arquipélago existe há aproximadamente 12 mil anos. É formado por cinco ilhas além de Alcatrazes: Sapata, Paredão, Porto ou do Farol e Sul. Possui ainda quatro ilhas menores (não nominadas), cinco lajes: Dupla, Singela, do Paredão, do Farol e Negra, e dois parceis, Nordeste e Sudeste. Sua área total é de 170 (ha2) e seu ponto mais alto, o pico da Boa Vista, alcança 316 metros de altura.  Vivem aproximadamente 160 espécies de peixes entre residente e de passagem e nada menos que 170 espécies de plantas e mais de 20 animais endêmicos.

Foto: Divulgação

“Protegidas pelos paredões de granito que moldaram estas fortalezas naturais sobre o mar de São Paulo, encontramos comunidades vivas ímpares, abrangendo de ninhais com milhares de aves marinhas e ambientes subaquáticos notáveis a espécies terrestres únicas no mundo e já ameaçadas de extinção pela onipresente – e muitas vezes impensada – ação humana”, revela Ana Carolina Xavier, da Editora Cultura Sub.

O livro é uma produção da Editora Cultura Sub com patrocínio da TBE – Transmissora Brasileira de Energia e Veolia Water Solutions & Technologies. Textos de Guilherme Kodja, Kelen Luciana Leite, Fernando Zaniolo Gibran, Rodrigo de Leão Moura e Ronaldo Bastos Francini-Filho.

Foto: Divulgação

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