Alaska

 

Um cruzeiro pelo Alaska

Sol e calor são normalmente relacionados aos cruzeiros. Entre uma cidade e outra, passa-se o dia em mar aberto estendido em uma espreguiçadeira ao sol, curtindo as delícias do dolce fare niente… Opondo-se ao clássico conceito, navegar pelas águas gélidas do Alaska é simplesmente o máximo.

Para início de conversa, não existe a poética, mas monótona apreciação do mar aberto e nem a chance de estender-se ao redor da piscina, pois o risco de se pegar uma tremenda gripe é enorme.

Foto: Divulgação

Ao contrário, lentamente o navio vai atravessando milhares de icebergs e flocos gelados flutuantes. Quando a novidade começa a ser repetitiva, pequenas ilhotas marrons, semi-cobertas com neve surgem pela frente e o navio, diminuindo a velocidade,  delas se aproxima, criando certo suspense…

A parte marrom começa a se movimentar e eis que deparamos com centenas de leões marinhos, estes sim, estendidos ao pálido sol!

O movimento provocado pelo navio desperta o lado exibicionista da turma… tirando até a sensação de estarmos invadindo a intimidade deles em seu habitat natural.

Mal refeitos da surpreendente apresentação que se repete em diversas ilhotas vizinhas, um som absolutamente estranho e o inesquecível desponta no lado contrário do convés.

Foto: Divulgação

Como crianças que saem em disparada quando bate o sinal do recreio, os passageiros ágeis correm ao encontro da nova surpresa. Um enorme bloco de gelo despencando nas águas gélidas é o DJ da natureza no Alaska.

Aí então começa o maior espetáculo da espetacular programação! Por dois dias consecutivos, o navio é circundado por centenas das milhares de geleiras que compõem o cenário do cruzeiro. O início do verão é a época em que começa o parcial, é claro, degelo.

Foto: Divulgação

O pipocar do incrível som, vindo por todos os lados, com intervalos mínimos, tira o DJ do ar e coloca em cena uma orquestra composta por um só instrumento, mas cada um na sua interpretação de sonoridade. Imaginando que os seus hóspedes queiram entrar em contato direto com os artistas da natureza, o comandante reserva um lugar apropriado, e todos nós vamos a terra, digo ao gelo. Por uma trilha pré-produzida entra-se na coxia do natural teatro e em pose para as fotografias, estão as cachoeiras inertes.

Milhões de litros de água estáticos pelo congelamento aguardam pacientemente o click fotográfico. A estas alturas, congelados estão os visitantes que com alegria ouvem um singelo, mas gratificante well come on board, quando estão de volta ao gostoso e protetor calor do navio.

Para relaxar do inusitado programa, mas sem cair na mesmice, nada melhor do que copiar os entendidos e atrever-se a entrar numa jacuzzi a céu aberto. O vapor que dela exala, garante que o corpo vai se manter quente o tempo suficiente para ser colocado o roupão, não dando aí, chance para nenhuma gripe estragar o programa.

Foto: Divulgação 

A viagem ao Alaska é tão surpreendentemente maravilhosa, que merece comentários sobre as programações extras navio.

Mas é outra história que fica para o próximo capítulo…

 

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