Adoções de órfãos

 

Muitas notícias circulam sobre medidas governamentais a respeito de proteção aos menores, mas muito poucas sobre adoções de órfãos. Atualmente, aguardam a possibilidade de uma família substituta 609 crianças e adolescentes de elevadas faixas etárias, grupos numerosos de irmãos e ainda portadores de necessidades especiais, características que os encaminha para a busca de um lar adotivo fora do país.

Este número pode ser muito maior, se considerarmos as crianças não “catalogadas”, à margem dos controles públicos. Recentemente, foi oficializado mais um ato de adoção internacional: uma menina de quase três anos de idade foi adotada por um casal  residente no Estado de Michigan (EUA), ganhando, assim, a oportunidade de viver ao lado de seus três irmãos biológicos, adotados há cerca de oito anos pela mesma família. Uma benção para todos os envolvidos e que deveria ser divulgada a notícia pela mídia. Boas novas infelizmente não vendem jornais, mais preocupados com escândalos e crimes.

Impedir que, crianças e adolescentes permaneçam por vários anos em abrigos é o principal objetivo das leis de adoção criadas no Brasil. Além de organismos que cuidam de adoções no território nacional, existem comissões estaduais judiciárias de adoção que fazem a intermediação de adoções por casais estrangeiros. O tempo de espera é sempre longo, o que prejudica todas as partes envolvidas. Deveria haver uma campanha nacional para agilizar os trâmites legais que, apesar de necessários, imprescindíveis mesmo, poderiam ser desburocratizados ao máximo.

Muitos brasileiros vêem com restrições a “exportação” de menores. Ocorre que o destino dessas crianças, sem esta opção, seria o de permanecer em instituições até a maioridade, condenadas a um futuro incerto e nunca auspicioso. A formação emocional e o carinho que só advém de um lar, natural ou adotivo ser-lhe-iam negados. Pessoas que se dispõem a dar abrigo aos menores em desamparo são indivíduos especiais, com uma visão do mundo digna de respeito. Casos de destinação pervertida de adotados são exceções extremas e histórias como a da adoção dos irmãos pelo casal americano, que devolvem a esperança àqueles que ainda aguardam na fila por um lar que os acolha e lhes dê oportunidades.

O Portal Amantes da Vida é partidário de que sejam promovidas campanhas de adoção de menores abandonados por todo o país, para que essas crianças tenham amor, educação e calor humano, diminuindo inclusive, num futuro próximo, a criminalidade que advém do abandono do indivíduo pela sociedade.

Foto: Divulgação

Comentários 3

  • Maria Eugenia Coelho da Gama Cerqueira15/04/2013 em 03:34

    A adoção é, antes de tudo, um ato de amor – indo além, uma atitude de compreensão para com o mundo. Respeito e admiro muito quem tem esta capacidade de amar – ainda mais depois de tanta dor. Emocionante,Wania.

  • Wania Tadeia de Carvalho Alves Rodrigues08/04/2013 em 21:16

    Há 3 anos eu adotei uma linda criança, na época com 20 dias de vida. A mãe biológica viciada em craque, e outras coisas tristes. Fiz, na época a inscrição a nível estadual, uma série de documentos, passamos eu e meu marido por entrevistas com psicólogos, assistente social, etc. Eu estava com 60 anos. Fui criticada pela minha idade. Não dei ouvidos. Só fé em Deus. Hoje sinto-me renovada com vontade de viver, pois Deus me presenteou com uma linda princesa, iluminada.Tenho uma estória longa, com perda de meus 2 únicos filhos, com 26 e 27 anos, acidente.Hoje entendo porque Deus, escreve o certo, por linhas tortas.Reaprendi a ver a vida com outros olhos, e acreditar no amanhã.A Vitória Ayêcha, minha filha, me fez rever outros valores.Tenho muito a falar, quando tenho oportunidade e vejo alguém blasfemando tenho sempre algo de bom pra falar. Sou Feliz! Graças a Deus e minha fé, acredito no amanhã.

    • Ana Boucinhas09/04/2013 em 09:22

      Emocionante seu depoimento Wania É tão óbvio que a pessoa que quer adotar uma criança tem o coração cheio de amor para dar,que é simplesmente descabida a existência de tanta burocracia.

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