Maria Emília Cunali
Maria Emília de Queirós Telles Cunali, nascida em Ribeirão Preto, sob o signo de Gêmeos, no dia 15 de junho de 1947 – genuíno produto da geração “baby boomer” – estudou interna no Colégio Santa Marcelina.
Foi fundadora do Buffet Casa Cunali , que iniciou suas atividades em 1998 e continua um sucesso.
AV – Como dona de um Buffet diferenciado e especializado em eventos personalizados, quais os seus planos para o futuro?
Maria Emília - Comecei meu Buffet aos cinqüenta anos, quando minhas filhas casaram e resolvi trabalhar em algo que eu gostava e tinha consciência que fazia bem feito. Queria usar o “espaço vazio” que ficara com a saída dos filhos. Sempre exerci algum tipo de atividade. Anteriormente, tive uma agencia de viagens, também diferenciada e trabalhei com confecção, estamparia de tecidos, enfim diversas áreas e todas felizmente exitosas.
AV – De onde surgiu a idéia de Buffet?
Maria Emília - Quem tem três filhas mulheres já mora num local de eventos. Nossa casa sempre foi palco de reuniões. Quanto ao Buffet que dirijo, vou deixá-lo bem “redondo” e dentro de uns seis anos, dedicar-me a viajar pelo mundo afora, fazendo pesquisas gastronômicas. Fica pilotando o Buffet minha filha Beth, a quem passarei o bastão.
AV – Como conciliar trabalho e casa?
Maria Emília - Minha casa sempre foi o centro de minhas atividades. Trabalho e afazeres domésticos correram bem naturalmente.
AV – Qual a sua força motriz?
Maria Emília - A curiosidade é minha força motriz. Pesquiso, leio e vou a fundo aos assuntos – daí a vontade de viajar cada vez mais. Tenho também uma enorme força de trabalho, graças a minha origem italiana, creio eu.
AV – Se lhe fosse permitido, o que mudaria de seu passado?
Maria Emília - Isto para mim é algo difícil de pensar. Olhar para trás e dizer “eu fiz” é vital para mim. Tenho pena de quem olha para trás e pensa: “por que não fiz?”
AV – Como a terceira idade afetou você?
Maria Emília - Mentalmente sou muito prática. Não penso em velhice nem idade. Vou vivendo e tirando o melhor de cada momento. Fisicamente, é como a pessoa mais sente a idade, mas, foi dito, “danço conforme a música”, se a perna deixar…
AV – Como seu marido encara seu trabalho?
Maria Emília - Meu primeiro marido nem cogitava que eu trabalhasse. Depois, meu segundo e atual (pelos últimos trinta anos), sempre me incentivou em todas as minhas escolhas e quando a situação exige, até ajuda-me. Posso dizer que sou privilegiada!
AV – O que se deve fazer para chegar bem à terceira idade?
Maria Emília - Tudo que eu não faço: dieta, exercício… (risos). Acho uma vida social intensa, uma necessidade para bem viver. Conversar com amigas é tudo de bom na vida da gente.
AV – O que acha pior: a depressão ou a inação?
Maria Emília - A depressão prejudica a vida, independente da idade. É a maior provação do ser humano.
AV – Você acredita em paixão?
Maria Emília - Claro, em qualquer idade!
AV – Enumere suas preferências em termos de lazer:
Maria Emília - Em primeiro lugar, a leitura. A seguir, TV – só programa trash americano, no canal Sony direto, para desligar a cabeça – quero olhar, rir, treinar meu inglês, sem gastar a cabeça. TV tem que ser light – nada de terror…
AV – Você ouve música com freqüência?
Maria Emília - Meu marido sim – eu nem tanto, mas minha música preferida é o country rock americano. Os Beatles fazem parte da minha geração. Amo Abba, Cole Porter e letras românticas.
AV – Qual sua cor predileta?
Maria Emília - Vermelho, sem dúvida!
AV – Colocar em ordem crescente de preferência: perfumes, vestidos, bolsas, sapatos, bijuterias, jóias, cremes:
Maria Emília - 1º. Bolsas, 2º. Sapatos, 3º. Vestidos, 4º. Perfumes, 5º. Jóias (não uso bijuterias), 6º. Adoro comprar cremes em viagens…
AV – Um conselho, um epitáfio…
Maria Emília - Sejamos leais para conosco e para com os outros. A coerência é muito importante, mas a amizade é tudo.

Foto: Divulgação




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